quarta-feira, janeiro 4

MANIFESTO GERAÇÃO EMPREENDEDORA

NÃO DESEJAMOS EMPREGOS EM MULTINACIONAIS, NEM TRABALHAR BATENDO PONTO, SEM GOSTAR DO QUE FAZEMOS; DISPENSAMOS SER UMA MERA ENGRENAGEM, POIS NÃO NASCEMOS PARA SER ROBÔS OBEDIENTES; NÃO IREMOS ENFRENTAR HORAS DE TRÂNSITO, NEM SEREMOS REFÉNS DO CAOS URBANO; NÃO DEPENDEREMOS DE GOVERNOS, QUAISQUER QUE SEJAM SEUS MODELOS, NEM DA MÍDIA, OU DAS IGREJAS E SUAS RELIGIÕES, POIS SABEMOS QUE A VERDADE É MUITO CARA PARA SER CONTADA; NÃO ACEITAMOS ACRITICAMENTE O QUE A SOCIEDADE DIZ QUE É CERTO OU ERRADO; JÁ NASCEMOS CANSADOS DOS MESMOS ERROS E TEORIAS ANTIGAS QUE NÃO FUNCIONAM; SABEMOS QUE O REAL APRENDIZADO ACONTECE COM A PRÁTICA, COM A TENTATIVA E O ERRO. NÃO FUGIMOS DOS NOSSOS MEDOS, QUEREMOS ENFRENTÁ-LOS! VAMOS CORRER RISCOS, SENTIR ADRENALINA, NOS MOVER;USAMOS A TECNOLOGIA PARA SIMPLIFICAR NOSSAS VIDAS E NOS CONECTAR, NÃO PARA COMPLICÁ-LAS E NOS SEPARAR;NÃO QUEREMOS SER BILIONÁRIOS, ENXERGAMOS A RIQUEZA COMO ALGO DIFERENTE DE EXCESSO DE DINHEIRO. ACREDITAMOS QUE MENOS É MAIS E QUE O BOM É INIMIGO DO ÓTIMO; VEMOS A VIDA PESSOAL E A PROFISSIONAL COMO UMA COISA SÓ, NEGÓCIOS E ARTES SE MISTURANDO, DIVERSÃO E SERIEDADE LADO A LADO, PARA NÓS, AS ONGS ACABARAM. MONTAREMOS NEGÓCIOS SOCIAIS, GANHAREMOS DINHEIRO AJUDANDO O MUNDO; ACREDITAMOS NA LIBERDADE, NAFLEXIBILIDADE, NA INDEPENDÊNCIA E NA TRANSPARÊNCIA. NÃOACREDITAMOS EM DESTINO, POIS SABEMOS QUE QUEM CRIA O FUTURO SOMOS NÓS. QUEREMOS O BEM, ACREDITAMOS NO PENSAMENTO POSITIVO E NA FORÇA DO COLETIVO. RETRIBUIREMOS À NATUREZA, USAREMOS TRANSPORTE ALTERNATIVO, PLANTAREMOS HORTAS EM CASA, PRODUZIREMOS MENOS LIXO; SABEMOS QUE É PRECISO NOS MANTER EM PARTE CRIANÇAS, SINCERAS, CRIATIVAS E SEM PARADIGMAS.COMPREENDEMOS QUE SOMOS A MUDANÇA QUE QUEREMOS VER NO MUNDOA PAZ E UM PLANETA MELHOR COMEÇAM DENTRO DE CADA UM DE NÓS. NÃO QUEREMOS APARECER OU SER POPULARES, AGIMOS DE MANEIRA SILENCIOSA, FORA DA ATENÇÃO E DOS HOLOFOTES. NÃO IREMOS RECLAMAR, VAMOS SOLUCIONAR. NÃO SOMOS FORAS DA LEI, NÃO SOMOS REBELDES SEM CAUSA, NÃO PERDEMOS TEMPO COM MANIFESTAÇÕES E PASSEATAS. GERAÇÃO X, Y, Z QUE NADA.
NÓS SOMOS A GERAÇÃO EMPREENDEDORA NÓS VIEMOS PARA CRIAR UM NOVO ECOSSISTEMA. E VOCÊ?
"SAUDAÇÕES EMPREENDEDORAS, ESTAMOS MUDANDO O MUNDO"

terça-feira, janeiro 3

bom dia doismiledoze!

            Preciso começar pedindo desculpas pelo sumiço neste último mês... como a maioria das pessoas o final do ano foi bem atribulado para mim... passou tão correndo que eu nem vi... Além do meu trabalho estive envolvida em um projeto como freelancer bem interessante, que logo mais postarei aqui...
Sei que estou devedora de novos posts, e a demora fez que tudo se acumulasse em minha cabeça... então queria começar o ano escrevendo no blog sobre as inúmeras coisas boas, conquistas e realizações que aconteceram em 2011, e que me dei conta ao fechar os olhos e refletir no sábado, véspera de ano novo.
Peço licença para você que me lê para falar um pouco sobre tanta coisa boa que aconteceu comigo, pode não ser interessante para quem lê, mas pra mim, escrever serve como forma de organizar pensamentos, agradecer, refletir e programar ainda mais coisas para o ano que se inicia.
Meu 2011 começou com uma resolução aparentemente complicada: me tornar vegetariana, com a intenção de prestar mais atenção em minha alimentação.... hoje, após um ano, posso dizer que foi uma iniciativa bem sucedida... 
O mês de janeiro já começou de forma muito especial, com uma viagem de carro pela Argentina onde pude estar mais perto de minha família e relaxar depois da loucura do TCC...
Ao retornar fui surpreendida com um convite para voltar a fazer parte da equipe da Khelf, que me acolheu durante toda faculdade, mas desta vez como estilista responsável pelos calçados e acessórios da marca. O ano não poderia começar melhor, mas então recebi a notícia que havia sido selecionada para o Talentos SENAC, com a oportunidade de abrir a 29ª Casa de Criadores...
Também pude desfrutar novamente a presença da minha família e de amigos queridos em minha colação de grau...
E não poderia deixar de comentar que tive a oportunidade de começar minha Pós-Graduação no ORBITATO, em Santa Catarina.... um ambiente inspirador, de muito aprendizado, muitas reflexões, além de muitas pessoas interessantes que conheci lá...

Em agosto a Lírio lê participou do primeito Paraty EcoFashion, onde pude fazer muitas reflexões e conhecer bons projetos e pessoas bacanas nos três dias de evento. Algumas peças da Lírio lê também foram até Paris para desfilar na ESMOD; além de participarem das exposições “Pratas da Casa” e  do “VIII EPE -Econtro de Ensino, Pesquisa e Extensão” do SENAC.

Também passei a colaborar para o blog Coletivo Verde, falando sobre moda sustentável... e estive envolvida com o Coletivo Brasil, projeto que surgiu após o evento de Paraty sob comando da querida Patrícia Moura, que tive o enorme prazer de conhecer.

Para terminar o ano, nada melhor que a oportunidade de estar no TEDxJovem@Ibira que aconteceu no inicio de dezembro (fique tranquilo que logo mais irão sair os vídeos das palestras no site deles!) ... foi um dia de muitas reflexões, inspirações e coragem para criar minhas microrrevoluções de cada dia. (falarei mais sobre o evento no próximo post...)

Ufa! Foi um ano de muito trabalho, muito aprendizado, muitas reflexões, e eu só tenho a agradecer por tanta coisa boa e tanta gente interessante que pude ter contato.... desejo um 2012 repleto de energia para todos nós... para que possamos nos tornar pessoas melhores para o mundo que nos espera...


quarta-feira, dezembro 21

A morte da moda?

Esta semana o mais poeta dos estilistas, Ronaldo Fraga, declarou em carta que ”a  moda acabou”.  A frase contundente não apenas repercutiu como nos fez pensar: a moda acabou?


Ronaldo,  como poucos, você sabe o poder de comunicação da moda. E, como poucos, soube também usar lindamente esse poder a favor do que acreditava, como no histórico desfile a favor do Rio São Francisco.
Desejo que tenha mesmo se encerrado o uso da moda de maneira polêmica para se vender roupa — esquecendo-se que, mais do que vender roupas, vende-se ideias que invariavelmente  afetam principalmente os mais suscetíveis: adolescentes e jovens. 
Que se acabe também a moda que escraviza — tanto aquela que faz ‘vítimas’ no sentido do vício da compra compulsiva, quanto aquela que é feita em oficinas clandestinas, por pessoas escravizadas no sentido mais literal da palavra.
Moda é comunicação — e reflete os valores de seu tempo. Que renasça uma nova moda, que use o seu poder de difundir ideias para  transmitir os bons valores que a sociedade atual tanto anseia. Uma moda engajada, socialmente justa e ambientalmente equilibrada.
Não, a moda não acabou, ela apenas está de mudança…  

Post retirado do blog Moda do Futuro, da consultora de moda Danielle Ferraz.

terça-feira, dezembro 6

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"Toda vez que dou um passo, o meu mundo sai do lugar..."

quarta-feira, novembro 30

Lançamento Nacional - Coletivo Brasil Moda Sustentável


Aconteceu neste final de semana o lançamento nacional do Coletivo Brasil – Moda Sustentável, união de 20 marcas com os mais diferentes estilos e tamanhos que, em comum, optaram por fazer moda sob uma premissa mais sustentável, e que visam promover e popularizar dentro e fora do Brasil a moda brasileira com seus princípios socioambientalmente éticos.
Sou muito grata em fazer parte deste movimento idealizado após o primeiro Paraty Eco Fashion pela querida Patrícia Moura. Além das 20 marcas, estão reunidos neste primeiro momento um grupo de profissionais diretamente envolvidos, entre designers, estilistas, fotógrafos, jornalistas, modelos, além de artesãos capacitados por integrantes do movimento, todos igualmente engajados e dispostos a difundir a proposta da sustentabilidade na vida e na moda.
Recife, capital nordestina que é referência brasileira na produção de moda sustentável, foi escolhida para sediar o lançamento nacional do movimento e para tanto, o Moda Recife, que nesta quarta edição abriu os braços para a moda sustentável, foi palco do lançamento nacional do Coletivo Brasil, com, exposição de algumas das marcas do Coletivo; mesa redonda com a presença das criadoras pernambucanas Cris Ballari;  Mayara Pimentel; Prazeres Accioly, Patrícia Moura, e do publicitário paulistano Paulo Fernando; e finalizou com desfile de criações das 20 marcas com belíssima  intervenção  da cantora Karynna Spinelli e do músico Lucas dos Prazeres.
A proposta inicial da designer de biojóias pernambucana Patrícia Moura era simples: organizar um coletivo com grande parte dos bons criadores de moda sustentável do país e unir forças para divulgar o trabalho de cada um, apresentando-os na forma de um catálogo; desfiles e exposições. O desafio de juntar marcas, estilistas e artesãos com o mesmo propósito foi superado e em menos de 5 meses foi lançado o Coletivo Brasil.
Certamente há muito que ser feito, mas foi dado o primeiro passo: se organizar para mostrar novas possibilidades criativas, sintonizadas à época que vivemos. Algumas marcas já são maiores e já possuem estrutura mais profissional, outras estão apenas começando, mas como a união faz a força, a troca de experiências sem dúvida colaborará para o crescimento de todos. Que o Coletivo Brasil consiga cumprir o seu propósito mostrando que para fazer uma moda conectada com a realidade do nosso século só basta querer.

 









Fotos: Paulo Fernando

MARCAS PARTICIPANTES
COLABORADORES
Danielle Ferraz: premiada jornalista especializada em sustentabilidade, consultora de moda colaboradora do programa Mais Você (Rede Globo).
Paulo Fernando, publicitário apaixonado por moda, criador do portal Comunidade Moda.

 

quarta-feira, novembro 16

Tênis super bacanas criados a partir da reutilização de vestidos e jaquetas

A empresa Pleasemachine Style Lab’s de Budapeste cria lindos calçados a partir da reutilização de roupas antigas.
Criada pela designer Anna Zaboeva a empresa reutiliza o tecido de antigas jaquetas, saias e vestidos parar criar calçados exclusivos. O resultado é super bonito!



Todos os calçados são únicos e feitos a mão. Um detalhe super bacana é que todos eles possuem uma etiqueta contando a origem dos materiais e a porcentagem de materiais reciclados utilizados na produção. Bacana né?






Para saber mais visite o Facebook da empresa.
->matéria original publicada no blog do COLETIVO VERDE!

Movimento Gota D'água


precisa dizer mais alguma coisa? ASSINE!

terça-feira, novembro 15

Orgulho Catarinense

"Instituto Orbitato, um centro de pesquisa e estudo em arquitetura, moda e design, sediado em Pomerode, é um orgulho catarinense que tem gerado "ciúme" na turma paulista. Vale a pena conhecer o trabalho sólido realizado pelo instituto e suas parcerias com nomes importantes do cenário nacional que compartilham dos mesmos ideiais de educação, e vida da entidade catarinense. Confira a entrevista no Missão Casa e saiba como participar do evento Diálogos Criativos, Identidade e Cotidiano, que acontece dia 19 de novembro, no instituto, com a participação de Ronaldo Fraga, Marcelo Rosenbaum e o arquiteto e professor da FAAP, Carlos Perrone."
 -> Matéria publicada originalmente no site Missão Casa pela jornalista Simone Bobsin.

Coletivo Brasil Moda Sustentável

Fico muito feliz em fazer parte deste movimento idealizado após o primeiro Paraty Eco Fashion pela querida Patrícia Moura. Estão reunidos neste primeiro momento um grupo com cerca de trinta profissionais diretamente envolvidos, entre designers, estilistas, fotógrafos, jornalistas, modelos, além de mais de trinta artesãos que foram capacitados por integrantes do movimento e que estão se juntando ao Coletivo Brasil, “apadrinhados” por integrantes do movimento, como forma de promover a inclusão social e profissional dos grupos, todos igualmente engajados e dispostos a difundir a proposta da sustentabilidade na vida e na moda.



Recife, capital nordestina que é referência brasileira na produção de moda sustentável, foi escolhida para sediar o lançamento nacional do movimento e para tanto, o Moda Recife, que nesta quarta edição abre os braços para a moda sustentável, será palco desse lançamento e assim, além de apresentar o primeiro desfile do Coletivo Brasil, o evento pernambucano abrirá a sua segunda noite com um bate papo em mesa redonda formada por profissionais com reconhecimento nacional, ligados a moda brasileira: Danielle Ferraz, premiada jornalista especializada em sustentabilidade, consultora de moda colaboradora do programa Mais Você (Rede Globo) e Paulo Fernando, publicitário apaixonado por moda, que está à frente do portal Comunidade Moda e irão se juntar a criadores pernambucanos para falar de moda socioambientalmente correta. Além disso, o grupo de marcas pernambucanas integrantes do Coletivo Brasil – Moda Sustentável, composto por Patrícia Moura, Tiana Santos, Cristina Balari, Maria Ribeiro, 2primas e Prazeres Accioly estará apresentando exposição coletiva no hall do shopping Paço alfândega, onde acontecerá o evento.

Lançamenteo nacional: 26/11/11
Mesa Redonda - Desfile - Exposição Plural
Moda Recife - Paço Alfândega - Recife/PE


MARCAS PARTICIPANTES

Blog: coletivosustentavel.wordpress.com/

Twitter: coletivobr
E-mail: coletivobrasil@gmail.com

Facebook: http://www.facebook.com/profile.php?id=100003165458611

quinta-feira, novembro 3

Pesquisa O Sonho Brasileiro revela jovens engajados e ativos por um mundo sustentável


José Emídio tem 26 anos, é formado em administração pública pela Fundação Getúlio Vagas (FGV), já trabalhou em ONGs e governos, participou de um programa de liderança nos Estados Unidos e junto com amigos decidiu criar um movimento pela reforma política no Brasil – o projeto Eu Voto Distrital. O maior sonho dele é encontrar maneiras de mostrar para as pessoas que elas têm nas mãos os recursos que precisam pra fazer transformações que o país necessita e que podem acontecer agora.
Emídio é um exemplo dos 1.784 jovens entrevistados pela Box 1824 para o estudo O Sonho Brasileiro, que buscou ouvir a primeira geração global de brasileiros para entender seus valores, a forma como enxerga o país, os papeis que se propõe a desempenhar nele e os cenários futuros em que se vê atuando.
Os resultados da pesquisa revelaram o que Emídio já sabia na prática: os jovens brasileiros estão esperançosos com relação ao futuro, otimistas com o país, e focados na formação e na realização profissional. Segundo a pesquisa, 76% dos brasileiros entre 18 e 24 anos acreditam que o país está mudando para melhor, e 89% deles têm orgulho de serem brasileiros.
Além disso, eles agora sonham em unir trabalho com realização pessoal, em uma nova noção de sucesso que não considera apenas o acúmulo de dinheiro ou status social, mas a relação disso com a sua própria felicidade e com o bem-estar das pessoas que o rodeiam.
Para o sociólogo e um dos responsáveis pela pesquisa, Gabriel Milanez, os jovens de hoje podem se permitir buscar esse novo modelo de realização profissional e pessoal. “Ele não quer um trabalho só como meio de sobrevivência, ‘eu vou trabalhar das 9h às 18h e depois eu vou ser feliz’. Isso não significa que o retorno financeiro, estabilidade e carreira não sejam importantes, são importantes também, mas ele quer integrar a isso satisfação pessoal”, explica.
Outro ponto da pesquisa mostra como os jovens se colocam como os próprios agentes da transformação do país, ao mesmo tempo em que sonham com um Brasil mais justo e ético. Segundo o estudo, 90% dos entrevistados gostariam de ter uma profissão que ajudasse a sociedade, enquanto 31% sonha com respeito e cidadania para o país e 28% almeja oportunidade para todos.
A união de um país no melhor momento da sua história com uma geração globalizada e conectada, que tem possibilidades e instrumentos que nunca houve, é capaz de criar um cenário de oportunidades e potenciais “nunca vistos na história desse país”. Na opinião de Emídio, esses resultados não demonstram tendências para um futuro, e sim revelam um momento real e que já está sendo colocado em prática diariamente. “Para fazer as mudanças, as pessoas precisam parar de esperar e acreditar que vai surgir um herói. Nós somos as pessoas pelas quais estávamos esperando, e a juventude já está fazendo isso no Brasil”, defende.
A geração “Y”, retratada na pesquisa, também se revelou sonhadora, consumista e responsável. Em comparação com as gerações anteriores, ela foi classificada como “coletiva”, já que preza pela interdependência entre bem-estar individual e da sociedade (59% dos jovens brasileiros concordam que têm que pensar em si antes de pensar nos outros e 77% dos jovens concordam que o seu bem-estar depende do bem-estar da sociedade onde vive), e detentora de “sonhos possíveis”, onde se busca a realização dos sonhos no dia a dia, unindo aspirações e objetividade no mesmo momento.
Pontes
A pesquisa também buscou encontrar jovens que de fato já estão agindo e realizando pelo coletivo. Assim, identificou um perfil de atitude relacionada à responsabilidade pelo coletivo, que coloca em ação seus objetivos, possui um otimismo pragmático e, acima de tudo, redistribuem pensamentos e idéias, conectando redes e pessoas que nunca se falariam.
De acordo com a pesquisa, esses são os “jovens-pontes”, jovens que são catalisadores de idéias, gerando um novo tipo de influência, que se dá pela transversalidade. No Brasil, cerca de 8% dos jovens possuem essas características, o que gera um número aproximado de 2 milhões de “jovens-pontes”.
“Então os jovens-pontes são aqueles jovens transformadores do tempo atual. A gente vê que a transformação que esses jovens estão trazendo está muito conectada com aquilo que a gente chamou de micro-revoluções, ou seja, ações diárias, que todo mundo pode fazer em suas vidas, inspiradas pelos heróis reais”, conta.
Geração sustentável
Milanez ainda destaca que o modelo de pensamento desses jovens não é baseado exclusivamente em política como única ferramenta geradora de transformações, “não são apenas as causas grandiosas, grandes mártires, mas todas as causas são igualmente importantes. Então você vê jovens preocupados não apenas com causas políticas, mas também com causa sociais, ambientais, culturais, educacionais, etc. Esse jovem começa a pensar por uma lógica diferente, que é a das redes, da interconexão, de transformar a sociedade de baixo para cima”, diz.
Com isso, os jovens que começam a despontar em um mundo com novas formas de pensar, de agir e de se relacionar, trazem consigo novos conceitos de desenvolvimento baseados no bem coletivo. “Essa noção da integração entre desenvolvimento econômico, social e ambiental, essa composição da sustentabilidade que muitas vezes o jovem não expressa dessa forma, está cada vez mais forte e natural”.
Para o futuro, o sociólogo é otimista. “Acho que a gente vai ter um mundo um pouco mais aberto ao coletivo, mais responsável com as relações humanas e com o meio ambiente, sem excluir o desenvolvimento econômico. Essa geração já está pensando dentro desse novo modelo.”