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quarta-feira, dezembro 12

tecendo e retecendo histórias...


Experiência de trabalho com o grupo de artesãs Mulheres de Mafra. Resultado da aula de Criação de Produtos com o designer Alejandro Sarmiento da Pós em Direção de Criação turma IV, Orbitato Instituto/SC.

Trabalhar com o Grupo das Mulheres de Mafra surge como oportunidade de colocar em prática os conhecimentos e competências adquiridos na Pós-Graduação em Direção de Criação para Design e Moda do Instituto Orbitato, analisando a aliança entre Artesanato e Design durante o processo de intervenção do designer no produto artesanal.
A aproximação entre designers e artesãos é um fenômeno de extrema importância pelo impacto social e econômico que gera e por seu significado cultural. Trabalhar com a identidade local e com o cotidiano faz com que os artesãos tenham mais orgulho em relação às suas origens. Os produtos feitos à mão tem alma, transferem algo que vem de nós mesmos, em vez da uniformidade e da padronização dos objetos industriais, são únicos, têm a beleza da imperfeição. Eles nos contam de um lugar preciso, onde foram feitos por pessoas concretas, trazem um sentido de pertencimento.
Neste contexto, o papel do designer, do profissional que pensa criativamente o futuro, é ser uma ferramenta que resolva problemas e necessidades humanas, pensando maneiras inclusivas e inovadoras de estarmos neste mundo. Em sua parceria com o artesão, o designer deve pensar em como propiciar à sociedade a ao entorno novos valores, em como criar uma sociedade melhor e, a partir daí, no que podemos produzir para que essa sociedade seja diferente, os objetos produzidos serão simplesmente o meio, a forma que vai conduzir à compreensão de uma mudança.
 Acreditando neste poder transformador do Design, o objetivo principal do projeto com as Mulheres de Mafra é oportunizar novas perspectivas de vida às mulheres, para que elas mesmas teçam novos rumos para o futuro: trabalhando, aprendendo e sendo detentoras de seu próprio ganho.
Para fazer essa ponte entre as artesãs de Mafra e os estudantes da Pós contamos com a coordenação do designer Alejandro Sarmiento, dentro da matéria Desenvolvimento de Produto onde foram feitas diversas experimentações. Um convite a usar as mãos, ter contato com as técnicas manuais (tricô e crochê) utilizadas pelas mulheres.
Percebendo na malha uma matéria complicada para pensar em novos usos além do que o grupo já produzia, como pufes, tapetes e almofadas o foco foi pensar em novos pontos. Adaptar os pontos utilizados no crochê de linha, simplificá-los para a malha e criar novas texturas e novos padrões pensados sensivelmente para a realidade delas, que não tem as mãos máquinas e equipamentos sofisticados. Suas ferramentas são apenas agulhas e malha.
Não esperar pelo ideal, trabalhando com o que estava à disposição, refugos industriais e técnicas manuais torna-se um desafio. Sabendo que lixo é o único recurso em crescimento hoje no planeta, e que sua utilização necessita de tempo e atenção para utilizar aquele material da melhor forma, para que tenha um valor estético e comercial, inverte-se a lógica da produção, buscando antes o refugo, escolhendo a malha de acordo com suas cores, texturas e peso. Essas características do material acabam por sugerir o produto: utilizando os mesmos pontos em materiais com pesos diferentes, a textura formada é outra. Nas experimentações, também se percebe grande variação no trabalho realizado por cada artesã, mesmo usando a mesma malha e o mesmo ponto, as texturas criadas são diferentes, de acordo com a personalidade de cada um. O uso do refugo também trás irregularidades que devem ser incorporadas ao produto, ora a tira de malha é fina, ora é grossa, resultando em tamanhos de pontos diferentes, e produtos irregulares, nunca idênticos.

Após as experimentações com novos pontos e texturas percebeu-se a necessidade de planejamento do produto por parte das artesãs, que muitas vezes escolhiam as malhas ao acaso, deixando de analisar quantidade de material e combinações com outras malhas. As Mulheres de Mafra foram orientadas para esse planejamento prévio, assim como para combinação de cores, padronagens e texturas. Identificou-se uma necessidade de aliar o uso da malha com outros materiais para trazer sofisticação ao produto, a partir dessa análise foram feitas algumas experimentações com as novas texturas, onde se utilizou alças de madeira para desenvolvimento de bolsas.
Todas essas intervenções buscaram novas possibilidades de realização deste fazer manual, buscaram soluções desafiando a lógica da produção para ai então criar produtos mais originais. E é esta a missão do designer, para modificar os atuais modelos de desenvolvimento econômico, deverá atuar propondo mudanças e intervenções tanto no consumo quanto na produção.


quinta-feira, março 15

Carne vermelha é mais letal do que se pensava

Já se sabia que as carnes vermelhas deviam ser consumidas moderadamente, mas um amplo estudo da Harvard School of Public Health agora divulgado acentua essa ideia, concluindo que mesmo quando comida em quantidades reduzidas, em apenas uma refeição diária, aumenta significativamente os riscos de doenças cardiovasculares e câncer.
Pequenas quantidades de carne processada como bacon, salsichas ou salame aumentam em um quinto as probabilidades de morte precoce, no caso de bifes o risco aumenta em 12%, referem as conclusões do estudo da universidade norte-americana divulgado agora nos Archives of Internal Medicine , publicação bi-mensal da American Medical Association.
"Tendo em conta o aumento das evidências de que mesmo quantidades moderadas de carne vermelha são associadas ao aumento do risco de doenças crônicas e mortes prematuras, (a dose recomendada) de 70 gramas por dia parece ser generosa. O ponto a reter é que deveríamos comer carnes vermelhas apenas ocasionalmente e não como parte da nossa dieta regular", afirmou Frank Hu, um dos co-autores do estudo.
As conclusões são baseadas nos dados recolhidos ao longo de 28 anos num grupo de cerca de 38 mil homens e 84 mil mulheres.
Os investigadores recomendam que as carnes vermelhas sejam substituídas por outras fontes de proteínas como peixes, aves domésticas, nozes e legumes.

Bom, não é para menos... já que a forma como essa carne chega até nós não é nada interessante...

domingo, março 11

Seminário do Artesão


Em comemoração ao Dia do Artesão (19/03) a SUTACO (Superintendência do Trabalho Artesanal nas Comunidades) realizará no dia 16/03(sexta-feira) um seminário com palestras e oficinas relacionadas aos serviços prestados pelo órgão. Veja abaixo a programação completa:

Horário
Programação
8h30
Café de Boas Vindas
9h
Vídeo Artesanato de Raíz
9h10
Palestra SUTACO
9h30
Palestra PAB
9h40
Palestra ITCP-FGV
10h
Palestra Artesol
10h15
Vídeo Artesanato de Reaproveitamento
10h20
Palestra Reserva Biosfera da Mata Atlântica
10h40
Palestra Economia Solidária
11h
Café
11h30
Vídeo Artesanato e Design
11h35
Palestra Explicativa MEI
11h50
Palestra Explicativa Exportação
12h05
Palestra Previdência Social
12h20
Palestra Certificados e Etiquetas
12h35
Apresentação São Paulo Feita à Mão
13h
Intervalo
14h
Oficina de Web e Redes Sociais
17h
Apresentação Redes de Comércio Virtual
18h
Encerramento


A Sutaco tem como objetivos aumentar a geração de renda para os artesãos por meio de capacitação, orientação, apoio jurídico e contábil, divulgação e comercialização de seus produtos e a preservação e propagação do artesanato paulista em  seus aspectos históricos, sociais e culturais. Tem a missão de oferecer aos artesãos a possibilidade de autonomia e desenvolvimento pessoal em amplo sentido, bem como promover o desenvolvimento local de modo socialmente justo e ambientalmente responsável.

Data: 16/03/2012
Horário: das 8h30 às 18h
Local: Rua Boa Vista, 170 - Centro - São Paulo (Próximo à estação São Bento do Metrô)

terça-feira, março 6

caso de poesia

“Paulo tinha fama de mentiroso. Um dia chegou em
casa dizendo que vira no campo dois dragões da independência
cuspindo fogo e lendo fotonovelas.
A mãe botou-o de castigo, mas na semana seguinte
ele veio contando que caíra no pátio da escola um
pedaço de lua, todo cheio de buraquinhos, feito

queijo, e ele provou e tinha gosto de queijo. Desta vez
Paulo não só ficou sem sobremesa como foi proibido
de jogar futebol durante quinze dias.
Quando o menino voltou falando que todas as
borboletas da Terra passaram pela chácara de Siá
Elpídia e queriam formar um tapete voador para
transportá-lo ao sétimo céu, a mãe decidiu levá-lo ao
médico. Após o exame, o Dr. Epaminondas abanou a
cabeça:
- Não há nada a fazer, Dona Coló. Este menino é
mesmo um caso de poesia.

Carlos Drummond de Andrade

//Entrevista// Patrícia Moura, do Coletivo Brasil - Moda Sustentável

Abaixo uma entrevista da super Patrícia Moura sobre o Coletivo Brasil para o blog "Semente que voa":

Como e quando surgiu a ideia?

Integrei um grupo selecionado pelo Mercado Mundo Mix (SP) para uma exposição que seria uma das atrações do Festival de Inverno de Bonito (MS). Conhecendo tantas marcas bacanas, entendi que precisava fazer alguma coisa, a nível nacional, para agregar e promover artistas e marcas que têm como base a sustentabilidade. Lá mesmo lancei a ideia do COLETIVO BRASIL – MODA SUSTENTÁVEL. De Bonito, segui direto para o segundo evento, o Paraty Eco Fashion (RJ). Ouvindo palestra de grande nomes da moda sustentável nacional, me questionei , que ambiente mais fértil poderia haver para concretizar a ideia que nasceu em Bonito? Conversei com mais algumas pessoas e lá conquistamos novas adesões. De volta a Recife, apresentei a ideia para as marcas pernambucanas. Assim o grupo cresceu um pouco mais. No final de novembro de 2011, lançamos nacionalmente o Coletivo Brasil na quarta edição do Moda Recife, que teve a sustentabilidade como foco da edição de 2011.

Qual a proposta do coletivo?

A proposta é bem simples, reunir marcas que têm como base a sustentabilidade, para juntas fortalecer este novo formato de fazer moda, além da promoção de ações como capacitar e agregar grupos sociais, como é o caso do Mulheres de Fibra de Trindade (Paraty/ RJ) e do Grupo Bio Artes (Porto de Galinhas/PE), dos quais sou “madrinha” dentro do Coletivo Brasil. A sustentabilidade é um tema muito novo, e a ideia é popularizar, familiarizar a sociedade e, desta forma, contribuir para transformar o comportamento através do conhecimento.

Porque concorrentes do mesmo setor se uniriam?

Não diria que somos concorrentes, trabalhamos todos num mesmo setor que precisa ser mostrado à sociedade. Inserida numa marca, há também uma mudança de comportamento, de atitudes que entendo como uma (r)evolução nas relações de consumo. Diz respeito a quem faz, a quem usa, de onde vem, para onde vai. Juntos, somos muito mais fortes para promover e estimular a revisão de valores antigos e que não aplicam mais em tempos atuais.

Que ações o coletivo vai promover?

Neste momento estamos trabalhando na “I Mostra Nacional do Coletivo Brasil”, que acontecerá no mês de maio, em São Paulo. Além da Mostra, estamos também trabalhando em parceria com institutos e portais de moda, na realização de um concurso nacional para promover e estimular a produção de moda sustentável. Teremos duas capacitações voluntárias em comunidades carentes e um novo desfile envolvendo todas as marcas integrantes. Paralelo ao trabalho em grupo, há também o trabalho social que as marca desenvolvem em suas regiões.

O que é preciso fazer para participar?

As marcas interessadas poderão enviar e-mail apresentando seu trabalho através de texto explicativo e imagens dos produtos, que serão avaliados por uma comissão responsável pelo ingresso de novas marcas ao grupo.

Ficou curioso e quer saber quais são as marcas que abraçaram a ideia? Segue a lista dos participantes para você considerar na próxima vez em que tiver que adquirir uma roupa ou acessório.
Coletivo Brasil - Moda Sustentável

domingo, março 4

Carta da Terra


Você provavelmente já ouviu falar, mas também, muito provavelmente nunca se atentou ao seu conteúdo... pelo menos eu ainda não tinha me atentado, até hoje...


 Sua fala é a síntese do que já sabemos ser o correto para o bem do planeta... mas só agora me dei conta de como sua existência significa o alinhamento de desejos e intenções da humanidade daqui para frente, mostrando tamanha engenhosidade para trazer ao plano material uma declaração tão completa e coesa de princípior éticos fundamentais para a construção de uma sociedade global justa e pacífica, para a construção de um mundo novo e que já etá nascendo... vocês conseguem ver isso também?

Ela é resultado de uma década de diálogo intercultural, em torno de objetivos comuns e valores compartilhados e sua redação envolveu o mais inclusivo e participativo processo associado à criação de uma declaração internacional. 

OK! Mas e o que nós podemos fazer para construir este novo mundo? Nos empenharmos para viver plenamente, e na prática(!) o que a Carta da Terra diz, em casa, no trabalho e na comunidade em que vivemos. E o mais importante: multiplicar essa idéia!!

sábado, fevereiro 25

O Brazil ta matando o Brasil


QUERELAS DO BRASIL
Composição: Aldir Blanc e Maurício Tapajós

O Brasil não conhece o Brazil

O Brazil nunca foi o Brasil 



Tapir, jabuti, liana, alamanda, alialaúde

Piau, ururau, aquiataúde

Piá, carioca, moreca, meganha

Jobim akarore e jobim açu

Oh, oh, oh 



Pererê, camará, gororó, olererê

Piriri, ratatá, karatê, olará 



O Brazil não merece o Brasil

O Brazil ta matando o Brasil 



Gereba, saci, caandra

Descunhas, ariranha, aranha

Sertões, guimarães, bachianas, águas

E marionaíma, ariraribóia,

Na aura das mãos do jobim açu

Oh, oh, oh 



Gererê, sarará, cururu, olerê

Blá blá blá, bafafá, sururu, olará 



Do Brasil, SoS ao Brasil



Tinhorão, urutu, sucuri

O Jobim, sabiá, bem-te-vi

Cabuçu, Cordovil, Cachambi

Madureira, Olaria e Bangu

Cascadura, Água Santa, Acarí, Olerê

Ipanema e Nova Iguaçu, Olará 



Do Brasil SoS ao Brasil

Do Brasil SoS ao Brasil 




SUGESTÃO: Renato Imbrosi!!! [pq quando eu virar gente grande quero ser igual esse cara ai...]

quinta-feira, janeiro 26

O CHAPÉU E A JIBÓIA - Engoliram os meus sonhos


"O problema é que quando ele mostrava este desenho aos adultos, todos viam apenas um chapéu, então ele refez este desenho, com um corte lateral na jibóia para que fosse possível ver o elefante e lamentou consigo mesmo o fato de os adultos sempre precisarem de explicações detalhadas." 
Antoine de Saint-Exupéry - capítulo 1º do livro O Pequeno Príncipe.


É amigos parece que as jibóias ainda engolem elefantes. O Elefante simboliza aquela criança grandiosa, com todos os atributos de inteligência com que nascemos. A jibóia representa adultos que por sua vez esqueceram como é ser uma criança. A jibóia engolindo representa a violência pelo qual muitos de nós passamos na infância, e a longa digestão representa toda uma jornada de conflitos interiores, revoltas e fracassos relacionado a falta de carinho compreensão não só na família, mas na escola com professores, diretores de escolas, amiguinhos etc...

Quando eu era pequeno também desenhava muito bem, mas fui ignorado, hoje em dia não sei desenhar. Lembro que sentia muito prazer em fazer isso. A jibóia engole o elefante, Os adultos minam a genialidade e a criatividade da criança através de conceitos negativos referente a conflitos pessoais de experiências negativas; "É uma bola de neve”.

"As pessoas grandes aconselharam-me deixar de lado os desenhos de jibóias abertas ou fechadas, e dedicar-me de preferência à geografia, à história, ao cálculo, à gramática. Foi assim que abandonei, aos seis anos, uma esplêndida carreira de pintor. Eu fora desencorajado pelo insucesso do meu desenho número 1 e do meu desenho número 2. As pessoas grandes não compreendem nada sozinhas, e é cansativo, para as crianças, estar toda hora explicando."

 Muita gente passa a vida toda sendo digerido ou digerindo lembranças negativas de fatos ocorridos em casa, na rua ou na escola. Os adultos são os educadores, mais quem serão os educadores dos adultos com suas crianças interiores estraçalhadas pela violência? Os presídios estão cheios dessas crianças que não conheceram amor, respeito, paciência e amabilidade, ao contrário foram engolidos pelas jibóias da vida e que continuam a fazer digestão... 

Todos os dias vemos pessoas infelizes. A televisão " Essa babá eletrônica", que centraliza e generaliza toda uma cultura de ódio, violência e catástrofes. Até os desenhos animados são de altíssimo nível de violência, 
com pistolas e espadas com muito sangue e ódio. Vemos muitos jovens em tenra idade vivendo a noite e dormindo de dia, muitos nas ruas ou na frente do computador. A violência dos filmes, a banalização da família como núcleo e célula da sociedade, a banalização das coisas simples da vida. 
Precisamos nos lembrar que para sermos adultos educadores, precisamos nos educar primeiro, precisamos de conhecimento e ajuda. aprender a aprender amar, mesmo que um dia não me senti amado. Se ainda não fui completamente digerido pela jibóia, sou capaz de ser mais feliz e mais amoroso(a) com os outros.


quarta-feira, janeiro 4

TEDxJovem@Ibira - Microrrevoluções


Como já disse antes, meu dezembro passou correndo e ainda não tinha conseguido vir aqui para falar um pouco sobre esse evento maravilhoso que tive a oportunidade de participar...
Idealizado pelo jovem André Gravatá, de uma sensibilidade ímpar...e um desejo de mudar o mundo que não cabe no peito... posso dizer que o TEDxJovem@Ibira foi uma macrorrevolução para os 100 microrrevolucionários que estavam lá no dia 04 de dezembro. O evento aconteceu dentro da UMAPAZ - UniversidadeAberta do Meio Ambiente e da Cultura de Paz, que fica dentro do Parque Ibirapuera... vale a pena conhecer os cursos oferecidos por lá...

[Se você ainda não sabe o que é TED clique aqui... e se você quer saber mais sobre o André Gravatá... pode se deliciar com a ótima matéria “Qual é o filme da sua vida?” que ele escreveu para a Vida Simples de janeiro, que já está nas bancas]

Mas voltando ao TedxJovem@Ibira, só posso dizer que foi um dia de pura inspiração onde ouvimos histórias transformadoras de jovens de corpo e de alma, histórias que tinham em comum o desejo sincero de um mundo melhor através de pequenas revoluções em suas vidas e ao seu redor...

1º Bloco - O que você faz com o que está na sua frente?
           O primeiro bloco começou com o jovem David Rocha, que nos constou como começou a construir violinos a partir do lixo e tocou cada um presente fazendo a madeira ganhar vida em suas mãos: “Esse é o som que eu consegui tirar do lixo”.
           Julia Toro nos falou sobre a Bengira, projeto de transformação social através da moda que surgiu após sua participação no curso Guerreiros Sem Armas.
           O próximo palestrante foi o Ivo Pons, presidente e fundador do Design Possível, que utiliza o design como ferramenta de mudanças para transformar realidades.
           Ísis Soares emocionou a todos contando sobre o projeto Cala-boca já morreu, que busca garantir espaço para manifestação de crianças e adolescentes, mostrando que todos têm direito à comunicação, com programas de rádio feito por e para as crianças.
           O ativista e fotógrafo Peetssa falou e mostrou na prática uma fonte alternativa de geração de energia feita com hds quebrados e uma bicicleta...
2º Bloco – Transformando Muros em Pontes
A jornalista Natália Garcia nos falou sobre seu projeto Cidades para pessoas, que teve parte do financiamento obtido por crowdfunding no Catarse. A Natália está na metade do projeto, já viajou por 7 cidades e nos apresentou um resumo de tudo o que aprendeu, mostrando várias possíveis soluções para problemas locais.
O jovem Caio Braz não cabia em si com tanta coisa bacana que queria nos falar.... seu mantra “pense grande, comece pequeno, ande rápido” ecoou em nossos ouvidos e fez com que sentíssemos vontade de levantar e começar a agir, rápido!  Através de um e-mail para 50 amigos ele começou sua micro revolução, a rede Polinize reúne jovens que querem transformar a realidade do país criando pontes entre o mundo social e o mundo dos negócios.
Teatro do Oprimido - O Ponto Educandário de Cultura, formado por jovens moradores do Jardim Educandário apresentou a peça “Liberdade Proibida”, que trata de uma história real sobre a liberdade de amar alguém do mesmo sexo. Violência, preconceito e alternativas. A diretora do grupo Kelly Di Bertolli convidou o público a entrar em cena e propor soluções para os conflitos retratados. A apresentação foi linda e fascinante, e nos mostrou que através da arte conseguimos pensar em como podemos agir na vida real diante da opressão, partindo da posição do oprimido, buscando fortalecê-lo e mudar o final da história, que para ser feliz, deve ser feliz para todos, independente de raça, gênero ou opção sexual.
3º Bloco – Minha comunidade, meu mundo
Após uma pausa para o almoço vegano, recebemos o grupo TREME TERRA de Cultura de Resistência, que valoriza a construção coletiva como resgate de expressões artísticas, através de muita dança e muito som. A energia do grupo contagiou a galera e ficamos todos recarregados para as próximas palestras...
Ricardo Montero é diretor social do Projeto Um Tetopara meu País que está em 19 países, e que no Brasil construiu com a força do voluntariado 737 residências para pessoas que vivem em condições de pobreza extrema. Natural do Chile, o advogado nos mostrou que para a mudança ser possível basta uma coisa, vontade. E que em grupo a vontade fortalece e produz resultados.
Luyando Katenda desde os quatro anos de idade, com o apoio dos seus pais atua em questões envolvendo Direitos Humanos, natural da Zâmbia, com 16 anos, é embaixador do Unicef pelos direitos das crianças na Zâmbia. Participou do Evento Climate Change na Dinamarca e atua na formação de redes, recrutando outros jovens para lutarem por mudanças na relação com o meio-ambiente.
Vinícius e Márcioex-alunos e participantes da ONG Fênix, contaram um pouco da história de como a EscolaEstadual Professor Antônio Alves Cruz escapou de ser fechada e virou palco para a ação de pessoas interessadas em ouvir a comunidade escolar e batalhar por melhorias da educação local. A escola se tornou palco de uma oficina de Maractu durante os sábados que atrai muitos jovens paulistanos.
Restinga Crew – Vindos da Restinga, bairro que fica a 22 km de Porto Alegre para onde foram transferidos os migrantes marginalizados que habitavam a capital do Rio Grande do Sul na década de 60, compõe um grupo de Hip Hop formado em 2003 e que realiza oficinas de rap, grafite e dança, unindo a comunidade e ultrapassando fronteiras.
Formada em Ciências Sociais, Sara Zarucki dá aulas de cidadania, responsabilidade social e ética na Associação São Martinho, nos mostrou que é possível fazer microrrevoluções dentro da sala de aula através da conscientização dos jovens.

4º Bloco – Movimente-se
Luan Luando é difusor da literatura feita na quebrada, presente em vários movimentos literários feitos na periferia... e nos trouxe um pouco de poesia para iniciarmos o quarto bloco.
Quando Luis Otávio foi para o palco estava um pouco nervoso, foi então que a platéia levantou-se para aplaudir de pé um dos fundadores do CATARSE encorajado, o jovem de 21 anos falou sobre o surgimento do crowdfunding no Brasil, e nos mostrou que em um ano de existência o projeto possibilitou que 130 projetos fossem viabilizados através do financiamento colaborativo. 
Para Tatiana Achcar, jornalista que viajou por vários países de bicicleta para “experimentar outros jeitos de viver”, é preciso sair da zona de conforto. De bicicleta ela viajou durante um ano coletando aprendizados de sustentabilidade nos Estados Unidos, Nova Zelândia e Indonésia. 
A norte-americana Gail Mooney contou um pouco da história do seu filme Opening Our Eyes, produzido em parceria com a sua filha, em uma viagem por mais de 90 países, para mostrar pessoas que estão mudando o mundo e fazendo suas “microrrevoluções”.
Paul Lafontaine Criador do Projeto Alma de Batera fez a palestra de encerramento do TedxJovem@Ibira, deixando todos emocionados. A palestra foi encerrada com um exercício de bateria realizado por um de seus alunos, o Caio, que mostrou ali, ao vivo o que o Paul chama de alma de batera, esta conexão com a música e com o instrumento que é capaz de modificar vidas.
            Dentre muitas lições, o evento deixa uma importante que vale dividir: “a menor e mais importante microrrevolução que existe é a individual”Você já pensou na sua microrrevolução? O que na sua vida, na sua cidade ou na sua comunidade precisaria de uma? Se você tem vontade de mudança mas ainda não sabe por onde começar... deixo aqui algumas sugestões de projetos bacanas para participar...


um doismiledoze repleto de microrrevoluções para todos nós!