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sábado, fevereiro 25

O Brazil ta matando o Brasil


QUERELAS DO BRASIL
Composição: Aldir Blanc e Maurício Tapajós

O Brasil não conhece o Brazil

O Brazil nunca foi o Brasil 



Tapir, jabuti, liana, alamanda, alialaúde

Piau, ururau, aquiataúde

Piá, carioca, moreca, meganha

Jobim akarore e jobim açu

Oh, oh, oh 



Pererê, camará, gororó, olererê

Piriri, ratatá, karatê, olará 



O Brazil não merece o Brasil

O Brazil ta matando o Brasil 



Gereba, saci, caandra

Descunhas, ariranha, aranha

Sertões, guimarães, bachianas, águas

E marionaíma, ariraribóia,

Na aura das mãos do jobim açu

Oh, oh, oh 



Gererê, sarará, cururu, olerê

Blá blá blá, bafafá, sururu, olará 



Do Brasil, SoS ao Brasil



Tinhorão, urutu, sucuri

O Jobim, sabiá, bem-te-vi

Cabuçu, Cordovil, Cachambi

Madureira, Olaria e Bangu

Cascadura, Água Santa, Acarí, Olerê

Ipanema e Nova Iguaçu, Olará 



Do Brasil SoS ao Brasil

Do Brasil SoS ao Brasil 




SUGESTÃO: Renato Imbrosi!!! [pq quando eu virar gente grande quero ser igual esse cara ai...]

quarta-feira, setembro 21

Life Gods

 

O processo de criação desta poesia foi iniciado em janeiro de 1991, com a formatação do Sampled-Poem “GODS”, um quebra-cabeças (bricolage) gerado a partir de cut-ups dos vários nomes de “Deus” e entidades divinas publicados em vários idiomas e dialetos na edição de dezembro de 1990 da Revista LIFE.
Na matéria de capa desta edição de fim de ano, intitulada “Whos’s God?”, havia um glossário com inúmeros nomes de divindades religiosas, do qual foram extraídos, os 77 nomes que acabaram gerando o poema da canção.
Os nomes foram inicialmente colados em peças de um Mah-Jong que durante meses foram trocando de lugar, até surgir um conjunto metrificado compatível com o metrônomo da música, fita por Arnaldo Brandão com instruções de Mônica Millet: metade é a batida do ponto de Yemanjah e a outra metade, do ponto de Oxalá…

O vídeo é dedicado à Mãe Menininha que, ainda viva, antes desta reportagem ter saido, manifestou o desejo de um dia ter uma oração em que pudesse dizer todos os nomes de deus sem distinção de credo, fundamentalista ou não.

Pronto o poema, estavam diante de uma peça poliglotímica, incapaz de ser decifrada por muita gente, tanto eram os idiomas e dialetos nela misturados. Entretanto, tal hieroglifo tinha uma característica excepcional: uma vez explicado o leit-motif de sua construção, seu entendimento e sua compreenção se tornavam imediata e totalmente inteligíveis.

O que mais impressiona nesta canção é o fato de que ao cantá-la se está automaticamente invocando o nome de Deus, tornando a peça musical uma espécie de oração ecumênica, absolutamente pacifista e própria para incentivar e fortalecer espiritualmente eventos humanitários.


MUSIC:Life Gods

Authors: Arnaldo Brandão / Mônica Millet / Tavinho Paes
Special Guests: MARISA MONTE & GILBERTO GIL (solistas)
Alceu Valença, Gerônimo & Coral Bibiano Cupim (choral interventions)

Produced by Tavinho Paes & Mônica Millet
Arrangements & Mix by Marcio LoMiranda
Percussion arrangements by Mônica Millet
Musicians:
- Márcio LoMiranda (multimedia keyboards) + Jamil Joanes (bass) + Paulo Rafael (main guitars) + Fernando Vidal (wah-wah guitar) + Cezinha (drums)+ Mônica Millet (percussion) Marcos Suzano (aditional percussion)
Master by Ricardo Garcia (1996)

segunda-feira, fevereiro 25

Projeto Cru - o estado "bruto" da música brasileira.


Olhem só as músicas desse trio chamado Projeto Cru...
Conheci o som desse pessoal sexta-feira...quando eles vieram tocar aqui no Sesc Consolação!

O Projeto Cru compõe um som que traz o étnico, o eletrônico e desconstrói a formação clássica do jazz trio que costuma ser piano, baixo e bateria para baixo e bases eletrônicas de Alfredo Bello, bateria e percussão de Simone Soul e sax e flauta de Marcelo. A inovação do grupo tem inspiração no free jazz e o que se vê no palco é realmente uma construção e reconstrução das composições por meio da música de improvisação. No repertório, músicas autorais do grupo formado em 2001 que já tocou no Fórum Social Mundial em 2004 e lançou o primeiro cd em 2006.
"A música brasileira é vista com todos os olhos, com direito a total abrangêcia de gêneros de que é composta: a música intuitiva, livre, inusitada, decodificada, a música cerebral, intensional, o ritualistico, o regionalismo, o ecletismo, a música que incomoda, em alerta, a que acomoda, em conforto, a livre expressão.
O projeto Cru é o estado BRUTO do som em processo de criação, manifestado a partir da diversidade de timbres da bateria, da percussão, do contrabaixo, das pick ups, samplers, latas, panelas...traduzidos em temas instrumentais com dosagem grande de ritmos brasileiros, afro-cubanos e africanos..."
Vale a pena!