Domingo, Março 4

Carta da Terra


Você provavelmente já ouviu falar, mas também, muito provavelmente nunca se atentou ao seu conteúdo... pelo menos eu ainda não tinha me atentado, até hoje...


 Sua fala é a síntese do que já sabemos ser o correto para o bem do planeta... mas só agora me dei conta de como sua existência significa o alinhamento de desejos e intenções da humanidade daqui para frente, mostrando tamanha engenhosidade para trazer ao plano material uma declaração tão completa e coesa de princípior éticos fundamentais para a construção de uma sociedade global justa e pacífica, para a construção de um mundo novo e que já etá nascendo... vocês conseguem ver isso também?

Ela é resultado de uma década de diálogo intercultural, em torno de objetivos comuns e valores compartilhados e sua redação envolveu o mais inclusivo e participativo processo associado à criação de uma declaração internacional. 

OK! Mas e o que nós podemos fazer para construir este novo mundo? Nos empenharmos para viver plenamente, e na prática(!) o que a Carta da Terra diz, em casa, no trabalho e na comunidade em que vivemos. E o mais importante: multiplicar essa idéia!!

Abaixo-assinado Pela Manutenção da posse e Titulação do Quilombo do Rio dos Macacos- Bahia


Mais uma vez em nosso país, assistimos ao descumprimento dos direitos das comunidades quilombolas! O quilombo do Rio dos Macacos, na Bahia, tem data de desocupação marcada: 04/03/2012. Trata-se de pessoas que estão vivendo nestas terras há mais de cem anos, resistindo a diversas dificuldades impostas pela Marinha Brasileira. A Constituição garante, no artigo 68 das disposições transitórias, a demarcação, titulação e posse das terras ocupadas por remanescentes quilombolas, possibilitando a continuidade destas comunidades, que devem ser consideradas como a prova maior do símbolo de luta contra a escravidão, no passado, e o racismo, no presente. A Marinha do Brasil mais uma vez mostra que é uma instituição contrária aos negros, vide os exemplos da Revolta da Chibata, dentre outros. A desocupação do Quilombo de Rio dos Macacos, na Bahia, é um desrespeito aos tratados internacionais assinados pelo Brasil, a exemplo da 3ª Conferência Mundial contra o Racismo, ocorrida em Durban, na África do Sul, em 2001 a Convenção 169 da OIT, Guardadas as devidas diferenças, mais uma vez o crime cometido contra a comunidade do Pinheirinho vai se repetir. Nós, Quilombolas, Negros(as), militantes contra o racismo de todas as etnias organizados através da Frente Nacional em Defesa dos Territórios Quilombolas - nos posicionamos contra essa arbitrariedade, e chamamos a sociedade em geral , a todas as organizações do Movimento Social e Social Negro para protestar contra esse flagrante desrespeito aos quilombolas e ao povo brasileiro. Lembramos que a presidente Dilma não pode permitir que esta ação ocorra embaixo dos seus olhos, em local próximo ao escolhido por ela e outros Presidentes para passar suas férias. Não permitiremos que esta desocupação ocorra. Somos todos quilombolas, somos todos Quilombo do Rio dos Macacos!

Movimento Negro Unificado – GT de Lutas, Autonomo e Independente
Frente Nacional em Defesa dos Territórios Quilombolas.

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Segunda-feira, Fevereiro 27

Para onde irão os Indignados e os “Occupiers”?



"Uma das mesas de debates importante no Forum Social Temático em Porto Alegre, da qual me coube participar, foi escutar os testemunhos vivos dos Indignados da Espanha, de Londres, do Egito e dos USA. O que me deixou muito impressionado foi a seriedade dos discursos, longe do viés anárquico dos anos 60 do século passado com suas muitas “parolle”. O tema central era “democracia já”. Revindicava-se uma outra democracia, bem diferente desta a que estamos acostumados, que é mais farsa do que realidade. Querem uma democracia que se constrói a partir da rua e das praças, o lugar do poder originário. Uma democracia que vem de baixo, articulada organicamente com o povo, transparente em seus procedimentos e não mais corroída pela corrupção. Esta democracia, de saida, se caracteriza por vincular justiça social com justiça ecológica.
Curiosamente, os indignados, os “occupiers” e os da Primavera Árabe não se remeteram ao clássico discurso das esquerdas, nem sequer aos sonhos das várias edições do Forum Social Mundial. Encontramo-nos num outro tempo e surgiu uma nova sensibilidade. Postula-se outro modo de ser cidadão, incluindo poderosamente as mulheres antes feitas invisíveis, cidadãos com direitos, com participação, com relações horizontais e transversais facilitadas pelas redes sociais, pelo celular, pelo twitter e pelos facebooks. Temos a ver com uma verdadeira revolução. Antes as relações se organizavam de forma vertical, de cima para baixo. Agora é de forma horizontal, para os lados, na imediatez da comunicação à velocidade da luz. Este modo representa o tempo novo que estamos vivendo, da informação, da descoberta do valor da subjetividade, não aquela da modernidade, encapsulada em si mesma, mas da subjetividade relacional, da emergência de uma consciência de espécie que se descobre dentro da mesma e única Casa Comum, Casa, em chamas ou ruindo pela excessiva pilhagem praticada pelo nosso sistema de produção e consumo.
Essa sensibilidade não tolera mais os métodos do sistema de superar a crise econômica e derivadas, sanando os bancos com o dinheiro dos cidadãos, impondo severa austeridade fiscal, a desmontagem da seguridade social, o achatamento dos salários, o corte dos investimentos no pressuposto ilusório de que desta forma se reconquista a confiança dos mercados e se reanima a economia. Tal concepção é feita dogma e ai se ouve o estúpido bordão:“TINA: there is no alternative”, não há alternativa. Os sacrílegos sumos sacerdotes da trindade nada santa do FMI, da União Européia e do Banco Central Europeu deram um golpe financeiro na Grécia e na Itália e puseram lá seus acólitos como gestores da crise, sem passar pelo rito democrático. Tudo é visto e decidido pela ótica exclusiva do econômico, rebaixando o social e o sofrimento coletivo desnecessário, o desespero das famílias e a indignação dos jovens por não conseguirem trabalho. Tudo pode desembocar numa crise com consequências dramáticas.
Paul Krugmann, prêmio Nobel de economia, passou uns dias na Islândia para estudar a forma como esse pequeno pais ártico saiu de sua crise avassaladora. Seguiram o caminho correto que outros deveriam também ter seguido: deixaram os bancos quebrar, puseram na cadeia os banqueiros e especuladores que praticaram falcatruas, reescreveram a constituição, garantiram a seguridade social para evitar uma derrocada generalizada e conseguiram criar empregos. Consequência: o pais saiu do atoleiro e é um dos que mais cresce nos paises nórticos. O caminho islandês foi silenciado pela midia mundial de temor de que servisse de exemplo para os demais países. E a assim a carruagem, com medidas equivocadas mas coerentes com o sistema, corre célere rumo a um precipício.
Contra esse curso previsível se opõem os indignados. Querem um outro mundo mais amigo da vida e respeitoso da natureza. Talvez a Islândia servirá de inspiração. Para onde irão? Quem sabe? Seguramente não na direção dos modelos do passado, já exauridos. Irão na direção daquilo que falava Paulo Freire “do inédito viável” que nascerá desse novo imaginário. Ele se expressa, sem violência, dentro de um espírito democrático-participativo, com muito diálogo e trocas enriquecedoras. De todas as formas o mundo nunca será como antes, muito menos como os capitalistas gostariam que ficasse."

----> Texto original retirado do blog de Leornardo Boff!

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Sábado, Fevereiro 25

O Brazil ta matando o Brasil


QUERELAS DO BRASIL
Composição: Aldir Blanc e Maurício Tapajós

O Brasil não conhece o Brazil

O Brazil nunca foi o Brasil 



Tapir, jabuti, liana, alamanda, alialaúde

Piau, ururau, aquiataúde

Piá, carioca, moreca, meganha

Jobim akarore e jobim açu

Oh, oh, oh 



Pererê, camará, gororó, olererê

Piriri, ratatá, karatê, olará 



O Brazil não merece o Brasil

O Brazil ta matando o Brasil 



Gereba, saci, caandra

Descunhas, ariranha, aranha

Sertões, guimarães, bachianas, águas

E marionaíma, ariraribóia,

Na aura das mãos do jobim açu

Oh, oh, oh 



Gererê, sarará, cururu, olerê

Blá blá blá, bafafá, sururu, olará 



Do Brasil, SoS ao Brasil



Tinhorão, urutu, sucuri

O Jobim, sabiá, bem-te-vi

Cabuçu, Cordovil, Cachambi

Madureira, Olaria e Bangu

Cascadura, Água Santa, Acarí, Olerê

Ipanema e Nova Iguaçu, Olará 



Do Brasil SoS ao Brasil

Do Brasil SoS ao Brasil 




SUGESTÃO: Renato Imbrosi!!! [pq quando eu virar gente grande quero ser igual esse cara ai...]

Quinta-feira, Janeiro 26

O CHAPÉU E A JIBÓIA - Engoliram os meus sonhos


"O problema é que quando ele mostrava este desenho aos adultos, todos viam apenas um chapéu, então ele refez este desenho, com um corte lateral na jibóia para que fosse possível ver o elefante e lamentou consigo mesmo o fato de os adultos sempre precisarem de explicações detalhadas." 
Antoine de Saint-Exupéry - capítulo 1º do livro O Pequeno Príncipe.


É amigos parece que as jibóias ainda engolem elefantes. O Elefante simboliza aquela criança grandiosa, com todos os atributos de inteligência com que nascemos. A jibóia representa adultos que por sua vez esqueceram como é ser uma criança. A jibóia engolindo representa a violência pelo qual muitos de nós passamos na infância, e a longa digestão representa toda uma jornada de conflitos interiores, revoltas e fracassos relacionado a falta de carinho compreensão não só na família, mas na escola com professores, diretores de escolas, amiguinhos etc...

Quando eu era pequeno também desenhava muito bem, mas fui ignorado, hoje em dia não sei desenhar. Lembro que sentia muito prazer em fazer isso. A jibóia engole o elefante, Os adultos minam a genialidade e a criatividade da criança através de conceitos negativos referente a conflitos pessoais de experiências negativas; "É uma bola de neve”.

"As pessoas grandes aconselharam-me deixar de lado os desenhos de jibóias abertas ou fechadas, e dedicar-me de preferência à geografia, à história, ao cálculo, à gramática. Foi assim que abandonei, aos seis anos, uma esplêndida carreira de pintor. Eu fora desencorajado pelo insucesso do meu desenho número 1 e do meu desenho número 2. As pessoas grandes não compreendem nada sozinhas, e é cansativo, para as crianças, estar toda hora explicando."

 Muita gente passa a vida toda sendo digerido ou digerindo lembranças negativas de fatos ocorridos em casa, na rua ou na escola. Os adultos são os educadores, mais quem serão os educadores dos adultos com suas crianças interiores estraçalhadas pela violência? Os presídios estão cheios dessas crianças que não conheceram amor, respeito, paciência e amabilidade, ao contrário foram engolidos pelas jibóias da vida e que continuam a fazer digestão... 

Todos os dias vemos pessoas infelizes. A televisão " Essa babá eletrônica", que centraliza e generaliza toda uma cultura de ódio, violência e catástrofes. Até os desenhos animados são de altíssimo nível de violência, 
com pistolas e espadas com muito sangue e ódio. Vemos muitos jovens em tenra idade vivendo a noite e dormindo de dia, muitos nas ruas ou na frente do computador. A violência dos filmes, a banalização da família como núcleo e célula da sociedade, a banalização das coisas simples da vida. 
Precisamos nos lembrar que para sermos adultos educadores, precisamos nos educar primeiro, precisamos de conhecimento e ajuda. aprender a aprender amar, mesmo que um dia não me senti amado. Se ainda não fui completamente digerido pela jibóia, sou capaz de ser mais feliz e mais amoroso(a) com os outros.


Quarta-feira, Janeiro 4

TEDxJovem@Ibira - Microrrevoluções


Como já disse antes, meu dezembro passou correndo e ainda não tinha conseguido vir aqui para falar um pouco sobre esse evento maravilhoso que tive a oportunidade de participar...
Idealizado pelo jovem André Gravatá, de uma sensibilidade ímpar...e um desejo de mudar o mundo que não cabe no peito... posso dizer que o TEDxJovem@Ibira foi uma macrorrevolução para os 100 microrrevolucionários que estavam lá no dia 04 de dezembro. O evento aconteceu dentro da UMAPAZ - UniversidadeAberta do Meio Ambiente e da Cultura de Paz, que fica dentro do Parque Ibirapuera... vale a pena conhecer os cursos oferecidos por lá...

[Se você ainda não sabe o que é TED clique aqui... e se você quer saber mais sobre o André Gravatá... pode se deliciar com a ótima matéria “Qual é o filme da sua vida?” que ele escreveu para a Vida Simples de janeiro, que já está nas bancas]

Mas voltando ao TedxJovem@Ibira, só posso dizer que foi um dia de pura inspiração onde ouvimos histórias transformadoras de jovens de corpo e de alma, histórias que tinham em comum o desejo sincero de um mundo melhor através de pequenas revoluções em suas vidas e ao seu redor...

1º Bloco - O que você faz com o que está na sua frente?
           O primeiro bloco começou com o jovem David Rocha, que nos constou como começou a construir violinos a partir do lixo e tocou cada um presente fazendo a madeira ganhar vida em suas mãos: “Esse é o som que eu consegui tirar do lixo”.
           Julia Toro nos falou sobre a Bengira, projeto de transformação social através da moda que surgiu após sua participação no curso Guerreiros Sem Armas.
           O próximo palestrante foi o Ivo Pons, presidente e fundador do Design Possível, que utiliza o design como ferramenta de mudanças para transformar realidades.
           Ísis Soares emocionou a todos contando sobre o projeto Cala-boca já morreu, que busca garantir espaço para manifestação de crianças e adolescentes, mostrando que todos têm direito à comunicação, com programas de rádio feito por e para as crianças.
           O ativista e fotógrafo Peetssa falou e mostrou na prática uma fonte alternativa de geração de energia feita com hds quebrados e uma bicicleta...
2º Bloco – Transformando Muros em Pontes
A jornalista Natália Garcia nos falou sobre seu projeto Cidades para pessoas, que teve parte do financiamento obtido por crowdfunding no Catarse. A Natália está na metade do projeto, já viajou por 7 cidades e nos apresentou um resumo de tudo o que aprendeu, mostrando várias possíveis soluções para problemas locais.
O jovem Caio Braz não cabia em si com tanta coisa bacana que queria nos falar.... seu mantra “pense grande, comece pequeno, ande rápido” ecoou em nossos ouvidos e fez com que sentíssemos vontade de levantar e começar a agir, rápido!  Através de um e-mail para 50 amigos ele começou sua micro revolução, a rede Polinize reúne jovens que querem transformar a realidade do país criando pontes entre o mundo social e o mundo dos negócios.
Teatro do Oprimido - O Ponto Educandário de Cultura, formado por jovens moradores do Jardim Educandário apresentou a peça “Liberdade Proibida”, que trata de uma história real sobre a liberdade de amar alguém do mesmo sexo. Violência, preconceito e alternativas. A diretora do grupo Kelly Di Bertolli convidou o público a entrar em cena e propor soluções para os conflitos retratados. A apresentação foi linda e fascinante, e nos mostrou que através da arte conseguimos pensar em como podemos agir na vida real diante da opressão, partindo da posição do oprimido, buscando fortalecê-lo e mudar o final da história, que para ser feliz, deve ser feliz para todos, independente de raça, gênero ou opção sexual.
3º Bloco – Minha comunidade, meu mundo
Após uma pausa para o almoço vegano, recebemos o grupo TREME TERRA de Cultura de Resistência, que valoriza a construção coletiva como resgate de expressões artísticas, através de muita dança e muito som. A energia do grupo contagiou a galera e ficamos todos recarregados para as próximas palestras...
Ricardo Montero é diretor social do Projeto Um Tetopara meu País que está em 19 países, e que no Brasil construiu com a força do voluntariado 737 residências para pessoas que vivem em condições de pobreza extrema. Natural do Chile, o advogado nos mostrou que para a mudança ser possível basta uma coisa, vontade. E que em grupo a vontade fortalece e produz resultados.
Luyando Katenda desde os quatro anos de idade, com o apoio dos seus pais atua em questões envolvendo Direitos Humanos, natural da Zâmbia, com 16 anos, é embaixador do Unicef pelos direitos das crianças na Zâmbia. Participou do Evento Climate Change na Dinamarca e atua na formação de redes, recrutando outros jovens para lutarem por mudanças na relação com o meio-ambiente.
Vinícius e Márcioex-alunos e participantes da ONG Fênix, contaram um pouco da história de como a EscolaEstadual Professor Antônio Alves Cruz escapou de ser fechada e virou palco para a ação de pessoas interessadas em ouvir a comunidade escolar e batalhar por melhorias da educação local. A escola se tornou palco de uma oficina de Maractu durante os sábados que atrai muitos jovens paulistanos.
Restinga Crew – Vindos da Restinga, bairro que fica a 22 km de Porto Alegre para onde foram transferidos os migrantes marginalizados que habitavam a capital do Rio Grande do Sul na década de 60, compõe um grupo de Hip Hop formado em 2003 e que realiza oficinas de rap, grafite e dança, unindo a comunidade e ultrapassando fronteiras.
Formada em Ciências Sociais, Sara Zarucki dá aulas de cidadania, responsabilidade social e ética na Associação São Martinho, nos mostrou que é possível fazer microrrevoluções dentro da sala de aula através da conscientização dos jovens.

4º Bloco – Movimente-se
Luan Luando é difusor da literatura feita na quebrada, presente em vários movimentos literários feitos na periferia... e nos trouxe um pouco de poesia para iniciarmos o quarto bloco.
Quando Luis Otávio foi para o palco estava um pouco nervoso, foi então que a platéia levantou-se para aplaudir de pé um dos fundadores do CATARSE encorajado, o jovem de 21 anos falou sobre o surgimento do crowdfunding no Brasil, e nos mostrou que em um ano de existência o projeto possibilitou que 130 projetos fossem viabilizados através do financiamento colaborativo. 
Para Tatiana Achcar, jornalista que viajou por vários países de bicicleta para “experimentar outros jeitos de viver”, é preciso sair da zona de conforto. De bicicleta ela viajou durante um ano coletando aprendizados de sustentabilidade nos Estados Unidos, Nova Zelândia e Indonésia. 
A norte-americana Gail Mooney contou um pouco da história do seu filme Opening Our Eyes, produzido em parceria com a sua filha, em uma viagem por mais de 90 países, para mostrar pessoas que estão mudando o mundo e fazendo suas “microrrevoluções”.
Paul Lafontaine Criador do Projeto Alma de Batera fez a palestra de encerramento do TedxJovem@Ibira, deixando todos emocionados. A palestra foi encerrada com um exercício de bateria realizado por um de seus alunos, o Caio, que mostrou ali, ao vivo o que o Paul chama de alma de batera, esta conexão com a música e com o instrumento que é capaz de modificar vidas.
            Dentre muitas lições, o evento deixa uma importante que vale dividir: “a menor e mais importante microrrevolução que existe é a individual”Você já pensou na sua microrrevolução? O que na sua vida, na sua cidade ou na sua comunidade precisaria de uma? Se você tem vontade de mudança mas ainda não sabe por onde começar... deixo aqui algumas sugestões de projetos bacanas para participar...


um doismiledoze repleto de microrrevoluções para todos nós!

MANIFESTO GERAÇÃO EMPREENDEDORA

NÃO DESEJAMOS EMPREGOS EM MULTINACIONAIS, NEM TRABALHAR BATENDO PONTO, SEM GOSTAR DO QUE FAZEMOS; DISPENSAMOS SER UMA MERA ENGRENAGEM, POIS NÃO NASCEMOS PARA SER ROBÔS OBEDIENTES; NÃO IREMOS ENFRENTAR HORAS DE TRÂNSITO, NEM SEREMOS REFÉNS DO CAOS URBANO; NÃO DEPENDEREMOS DE GOVERNOS, QUAISQUER QUE SEJAM SEUS MODELOS, NEM DA MÍDIA, OU DAS IGREJAS E SUAS RELIGIÕES, POIS SABEMOS QUE A VERDADE É MUITO CARA PARA SER CONTADA; NÃO ACEITAMOS ACRITICAMENTE O QUE A SOCIEDADE DIZ QUE É CERTO OU ERRADO; JÁ NASCEMOS CANSADOS DOS MESMOS ERROS E TEORIAS ANTIGAS QUE NÃO FUNCIONAM; SABEMOS QUE O REAL APRENDIZADO ACONTECE COM A PRÁTICA, COM A TENTATIVA E O ERRO. NÃO FUGIMOS DOS NOSSOS MEDOS, QUEREMOS ENFRENTÁ-LOS! VAMOS CORRER RISCOS, SENTIR ADRENALINA, NOS MOVER;USAMOS A TECNOLOGIA PARA SIMPLIFICAR NOSSAS VIDAS E NOS CONECTAR, NÃO PARA COMPLICÁ-LAS E NOS SEPARAR;NÃO QUEREMOS SER BILIONÁRIOS, ENXERGAMOS A RIQUEZA COMO ALGO DIFERENTE DE EXCESSO DE DINHEIRO. ACREDITAMOS QUE MENOS É MAIS E QUE O BOM É INIMIGO DO ÓTIMO; VEMOS A VIDA PESSOAL E A PROFISSIONAL COMO UMA COISA SÓ, NEGÓCIOS E ARTES SE MISTURANDO, DIVERSÃO E SERIEDADE LADO A LADO, PARA NÓS, AS ONGS ACABARAM. MONTAREMOS NEGÓCIOS SOCIAIS, GANHAREMOS DINHEIRO AJUDANDO O MUNDO; ACREDITAMOS NA LIBERDADE, NAFLEXIBILIDADE, NA INDEPENDÊNCIA E NA TRANSPARÊNCIA. NÃOACREDITAMOS EM DESTINO, POIS SABEMOS QUE QUEM CRIA O FUTURO SOMOS NÓS. QUEREMOS O BEM, ACREDITAMOS NO PENSAMENTO POSITIVO E NA FORÇA DO COLETIVO. RETRIBUIREMOS À NATUREZA, USAREMOS TRANSPORTE ALTERNATIVO, PLANTAREMOS HORTAS EM CASA, PRODUZIREMOS MENOS LIXO; SABEMOS QUE É PRECISO NOS MANTER EM PARTE CRIANÇAS, SINCERAS, CRIATIVAS E SEM PARADIGMAS.COMPREENDEMOS QUE SOMOS A MUDANÇA QUE QUEREMOS VER NO MUNDOA PAZ E UM PLANETA MELHOR COMEÇAM DENTRO DE CADA UM DE NÓS. NÃO QUEREMOS APARECER OU SER POPULARES, AGIMOS DE MANEIRA SILENCIOSA, FORA DA ATENÇÃO E DOS HOLOFOTES. NÃO IREMOS RECLAMAR, VAMOS SOLUCIONAR. NÃO SOMOS FORAS DA LEI, NÃO SOMOS REBELDES SEM CAUSA, NÃO PERDEMOS TEMPO COM MANIFESTAÇÕES E PASSEATAS. GERAÇÃO X, Y, Z QUE NADA.
NÓS SOMOS A GERAÇÃO EMPREENDEDORA NÓS VIEMOS PARA CRIAR UM NOVO ECOSSISTEMA. E VOCÊ?
"SAUDAÇÕES EMPREENDEDORAS, ESTAMOS MUDANDO O MUNDO"

Terça-feira, Janeiro 3

bom dia doismiledoze!

            Preciso começar pedindo desculpas pelo sumiço neste último mês... como a maioria das pessoas o final do ano foi bem atribulado para mim... passou tão correndo que eu nem vi... Além do meu trabalho estive envolvida em um projeto como freelancer bem interessante, que logo mais postarei aqui...
Sei que estou devedora de novos posts, e a demora fez que tudo se acumulasse em minha cabeça... então queria começar o ano escrevendo no blog sobre as inúmeras coisas boas, conquistas e realizações que aconteceram em 2011, e que me dei conta ao fechar os olhos e refletir no sábado, véspera de ano novo.
Peço licença para você que me lê para falar um pouco sobre tanta coisa boa que aconteceu comigo, pode não ser interessante para quem lê, mas pra mim, escrever serve como forma de organizar pensamentos, agradecer, refletir e programar ainda mais coisas para o ano que se inicia.
Meu 2011 começou com uma resolução aparentemente complicada: me tornar vegetariana, com a intenção de prestar mais atenção em minha alimentação.... hoje, após um ano, posso dizer que foi uma iniciativa bem sucedida... 
O mês de janeiro já começou de forma muito especial, com uma viagem de carro pela Argentina onde pude estar mais perto de minha família e relaxar depois da loucura do TCC...
Ao retornar fui surpreendida com um convite para voltar a fazer parte da equipe da Khelf, que me acolheu durante toda faculdade, mas desta vez como estilista responsável pelos calçados e acessórios da marca. O ano não poderia começar melhor, mas então recebi a notícia que havia sido selecionada para o Talentos SENAC, com a oportunidade de abrir a 29ª Casa de Criadores...
Também pude desfrutar novamente a presença da minha família e de amigos queridos em minha colação de grau...
E não poderia deixar de comentar que tive a oportunidade de começar minha Pós-Graduação no ORBITATO, em Santa Catarina.... um ambiente inspirador, de muito aprendizado, muitas reflexões, além de muitas pessoas interessantes que conheci lá...

Em agosto a Lírio lê participou do primeito Paraty EcoFashion, onde pude fazer muitas reflexões e conhecer bons projetos e pessoas bacanas nos três dias de evento. Algumas peças da Lírio lê também foram até Paris para desfilar na ESMOD; além de participarem das exposições “Pratas da Casa” e  do “VIII EPE -Econtro de Ensino, Pesquisa e Extensão” do SENAC.

Também passei a colaborar para o blog Coletivo Verde, falando sobre moda sustentável... e estive envolvida com o Coletivo Brasil, projeto que surgiu após o evento de Paraty sob comando da querida Patrícia Moura, que tive o enorme prazer de conhecer.

Para terminar o ano, nada melhor que a oportunidade de estar no TEDxJovem@Ibira que aconteceu no inicio de dezembro (fique tranquilo que logo mais irão sair os vídeos das palestras no site deles!) ... foi um dia de muitas reflexões, inspirações e coragem para criar minhas microrrevoluções de cada dia. (falarei mais sobre o evento no próximo post...)

Ufa! Foi um ano de muito trabalho, muito aprendizado, muitas reflexões, e eu só tenho a agradecer por tanta coisa boa e tanta gente interessante que pude ter contato.... desejo um 2012 repleto de energia para todos nós... para que possamos nos tornar pessoas melhores para o mundo que nos espera...


Quarta-feira, Dezembro 21

A morte da moda?

Esta semana o mais poeta dos estilistas, Ronaldo Fraga, declarou em carta que ”a  moda acabou”.  A frase contundente não apenas repercutiu como nos fez pensar: a moda acabou?


Ronaldo,  como poucos, você sabe o poder de comunicação da moda. E, como poucos, soube também usar lindamente esse poder a favor do que acreditava, como no histórico desfile a favor do Rio São Francisco.
Desejo que tenha mesmo se encerrado o uso da moda de maneira polêmica para se vender roupa — esquecendo-se que, mais do que vender roupas, vende-se ideias que invariavelmente  afetam principalmente os mais suscetíveis: adolescentes e jovens. 
Que se acabe também a moda que escraviza — tanto aquela que faz ‘vítimas’ no sentido do vício da compra compulsiva, quanto aquela que é feita em oficinas clandestinas, por pessoas escravizadas no sentido mais literal da palavra.
Moda é comunicação — e reflete os valores de seu tempo. Que renasça uma nova moda, que use o seu poder de difundir ideias para  transmitir os bons valores que a sociedade atual tanto anseia. Uma moda engajada, socialmente justa e ambientalmente equilibrada.
Não, a moda não acabou, ela apenas está de mudança…  

Post retirado do blog Moda do Futuro, da consultora de moda Danielle Ferraz.