quinta-feira, junho 12

Criatividade, Marca, Mito...

Bem, vou divulgar mais um evento de moda interessantíssimo....

Não queria tornar esse espaço um blog de moda, mas acho legal mostrar que cada vez mais acontecem discussões sobre a moda...e sobre essa procura por identidade! A moda não é um simples fenômeno frívolo ou superficial, mas sim um espelho de hábitos, de comportamentos físicos e psicológicos, individuais e coletivos, de profissões ou orientações políticas e religiosas e de gostos individuais: A moda e o vestuário, como fenômenos sociais, são as melhores referências para entender o caráter e o espírito de um povo ou de uma época e a razão porque num determinado momento se usa um tipo de roupa e não outro.

Agora, parando de divagar sobre o assunto....

“No próximo dia 21 de junho, às 9 horas, o estilista japonês Kenzo Takada, um dos mais importantes nomes da moda contemporânea, e que tem sua grife reconhecida mundialmente, ministra palestra no auditório 1 do Centro de Convenções do Centro Universitário Senac – Campus Santo Amaro. O tema da apresentação é “Criatividade, Marca e Mito”.

Aos 68 anos, dos quais mais de quatro décadas dedicadas à moda, o estilista é uma referência mundial. Atingiu fama nos anos 80 ao misturar padrões e estilos, e ao alinhar, harmoniosamente, idéias orientais e ocidentais. Aposentou-se em 1999, mas sua grife continua a todo vapor. Atualmente, a marca Kenzo é comandada pela holding francesa LVMH, detentora de nomes como Fendi, Gucci, Givenchy, Christian Dior e Donna Karan.

A palestra faz parte da programação da instituição durante a 25ª edição do São Paulo Fashion Week, que ocorre entre os dias 17 e 23 de junho. “

Evento: "Criatividade, Marca e Mito”, com Kenzo Takada
Quando: 21 de junho, das 9 às 11 horas
Onde: auditório 1 do Centro de Convenções do Centro Universitário Senac – Campus Santo Amaro
Quanto: gratuito

Inscrição:http://www.sp.senac.br/jsp/default.jsp?tab=00002&subTab=00000&newsID=a15029.htm&testeira=453


Kenzo Takada

Nasceu em Kioto, no Japão, e com pouco mais de 20 anos tomou de assalto a cidade de Paris, com um conceito inteiramente novo de moda. Kenzo Takada mostrou, em pouco tempo, que era possível recriar a figura humana de um modo até então não tentado, com novos volumes e proporções. Depois de estudar arte, ainda em seu país de origem, Kenzo começou a trabalhar desenhando moldes para uma revista de moda de Tóquio. Em 1964 mudou-se para Paris, criando coleções sob encomenda para outras marcas e vendendo moldes para o estilista Louis Féraud.

Em 1970, afinal, abriu sua primeira loja, com o nome de Jungle Jap, onde vendia com muito sucesso roupas feitas de algodão Em dois anos, Kenzo já era um nome famoso, principalmente pelos modelos audaciosos, pela maestria com que combinava estampas ou fazia sobreposições de peças, assim como pela combinação extravagante de cores - ele as usava em extremos, ou violentas como as utilizadas pela maquiagem do teatro japonês Kabuki, ou em tons soturnos. O estilo das roupas orientais estava presente em batas e calças largas, e suas inovações chegaram também à malharia, o que lhe deu um lugar garantido entre os bons estilistas de prêt-à-porter.

Conciliando com grande bom gosto as tendências de moda do Oriente com as do Ocidente, Kenzo firmou-se no cenário internacional da moda e abriu caminho para toda uma geração de criadores japoneses, também consagrados nos últimos anos.

segunda-feira, junho 9

Zigue Zague


Faz um tempo que queria postar sobre o ZigueZague no blog, mas a correria da facul ainda não tinha permitido...
Bem, MAM e Senac São Paulo apresentam ZigueZague: desfiles incríveis, oficinas transitivas, conversas transversais que já está em sua 4ª edição. O evento acontecerá entre os dias 19 e 22 de junho, paralelamente aos desfiles da temporada de primavera/verão 2009 .

A programação destaca as oficinas transitivas: oito perspectivas percorrem questões ligadas ao figurino, à moda e à arte, explorando técnicas como desenho, colagem, pintura, adesivagem, instalação e performance. Além delas, mostra desfiles incríveis, convida pesquisadoras para falar de moda, corpo e tecnologia enquanto as conversas transversais colocarão em pauta os campos da arte, do design e da moda – presentes na exposição "Quando vidas se tornam formas", em cartaz no MAM.

Entre os oficineiros, destaque para os estilistas Karlla Girotto e Jum Nakao, o designer Gerson de Oliveira, os artistas plásticos Érika Verzutti e XU e para a pesquisadora Laura Novik, da Blink Design, convidada do ziguezague especialmente trazida de Santiago do Chile. A oficina preparada por Novik propõe que os participantes imaginem que estão saindo para uma viagem. Na mala, inscritos para Trajetórias do habitar: hábito, habitus, habitat deverão levar objetos impregnados de vestígios do corpo e da memória para participar de um laboratório de imaginários de moda que terminará em performance, instalação e piquenique no Parque do Ibirapuera.

Discutir a moda atual, sua relação com a arte e o reflexo no cotidiano torna-se cada vez mais indispensável para que se crie roupas com história e identidade...
Você vai? EU VOU!

para mais informações e inscrições:
www.mam.org.br
http://ziguezagueblog.blogspot.com

quarta-feira, maio 14

"Por isso cuidado meu bem / Há perigo na esquina / Eles venceram e o sinal / Está fechado para nós / Que somos jovens..."


"Neste 2008, o movimento estudantil relembra 4 décadas de um ano que valeu por uma eternidade. Em 1968, a juventude vivia uma revolução de valores - sexual, comportamental e política. No Brasil o movimento estudantil atingia seu ápice e, em junho de 68 marcharam 100 mil na Passeata da Candelária, no Rio de Janeiro, todos em defesa de um país mais justo, pelo fim da repressão e contra o autoritarismo e a violência da ditadura. Em São Paulo, no entanto, a força conservadora mostrava sua cara e a Rua Maria Antônia - que abrigava a esquerdista Filosofia da USP e a direitista Universidade Mackenzie - promovia sua guerrilha. Foi o primeiro sinal de destituição do movimento estudantil, que veio a colocar o pescoço na corda no XXX Congresso da UNE, em Ibiúna. Lá, foram presas e torturadas as principais lideranças.No fim do mesmo 68, no dia 13 de dezembro [meu níver, argh] era decretado o AI-5, que retirava de vez todos os direitos dos brasileiros.

40 anos depois, é provável que a mesma oportunidade de revirar a ordem da geração de 68 esteja dando sopa para nós. Maior herança daqueles tempos não há. Assim como devemos nos inspirar naquele ímpeto reformista, é necessário atualizarmos as bandeiras e ampliar o debate. O que se repete, no entanto, é a chance de se promover mudanças. Resta à nova geração tentar, pois o erro é permanecer omisso. "

A União Nacional dos Estudantes promove durante todo o mês de maio eventos para homenagear as lutas do movimento estudantil. Hoje, dia 14, a UNE realizou dois eventos simultâneos em São Paulo e no Rio de Janeiro, dentro da programação do Memória 68: 40 anos.

Aqui na capital paulista, a entidade recebeu em sua sede grupos de teatros interessados em encenar a Batalha da Maria Antônia, relembrando os confrontos entre os estudantes da Filosofia da USP contra os direitistas do Mackenzie.
Coordenado pelo Instituto Tá Na Rua, o ato foi realizado hoje aqui na Rua Maria Antônia, em frente ao TUSP.

No Rio, ocorreu um jantar da campanha Meu Apoio é Concreto, em prol da reconstrução da sede nacional da UNE, na Praia do Flamengo, 132. Militantes do Movimento Estudantil de ontem e de hoje, artistas do CPC e do Cuca da UNE, amigos e apoiadores da causa se reuniram no Restaurante Lamas, histórico por ter sido onde o ex-presidente Itamar Franco devolveu a posse do terreno aos estudantes.

Já no dia 15 (amanha), a juventude poderá participar dos eventos da Caravana da Anistia. Além da presença de autoridades e representantes da sociedade civil, a UNE contará com apresentações teatrais relacionadas às manifestações estudantis que marcaram 1968, uma Sessão Extraordinária de Julgamento da Comissão de Anistia e uma roda de samba, que encerra as atividades.

Saiba mais no site da UNE

Fonte: http://blogdopetta.blig.ig.com.br/

segunda-feira, maio 12

Quem vê pensa

* Foto tirada no MAM

Vai Levando - Chico Buarque

Mesmo com toda a fama, com toda a brahma
Com toda a cama, com toda a lama
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa chama
Mesmo com todo o emblema, todo o problema
Todo o sistema, todo Ipanema
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa gema
Mesmo com o nada feito, com a sala escura
Com um nó no peito, com a cara dura
Não tem mais jeito, a gente não tem cura
Mesmo com o todavia, com todo dia
Com todo ia, todo não ia
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa guia
Mesmo com todo rock, com todo pop
Com todo estoque, com todo Ibope
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando esse toque

Mesmo com toda sanha, toda façanha
Toda picanha, toda campanha
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa manha
Mesmo com toda estima, com toda esgrima
Com todo clima, com tudo em cima
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa rima
Mesmo com toda cédula, com toda célula
Com toda súmula, com toda sílaba
A gente vai levando, a gente vai tocando, a gente vai tomando
A gente vai dourando essa pílula


Mesmo com toda a fama, com toda a brahma
Com toda a cama, com toda a lama
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa chama
Mesmo com todo o emblema, todo o problema
Todo o sistema, todo Ipanema
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa gema
Mesmo com o nada feito, com a sala escura
Com um nó no peito, com a cara dura
Não tem mais jeito, a gente não tem cura
Mesmo com o todavia, com todo dia
Com todo ia, todo não ia
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa guia
Mesmo com todo rock, com todo pop
Com todo estoque, com todo Ibope
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando esse toque
Mesmo com toda sanha, toda façanha
Toda picanha, toda campanha
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa manha
Mesmo com toda estima, com toda esgrima
Com todo clima, com tudo em cima
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa rima
Mesmo com toda cédula, com toda célula
Com toda súmula, com toda sílaba
A gente vai levando, a gente vai tocando, a gente vai tomando
A gente vai dourando essa pílula





e agente vai levando....

quero férias!


quarta-feira, abril 30

Virada! ²

Ei gaalera...
Hoje vou postar sobre nosso fim de semana aqui.

Alguem da turma conseguiu, literalmente, Virar? Bem....nosso amigo André liderou, sem dormir nem um pouquinho!
Logo em seguida eu e a Minni...que tivemos que dormir algumas horas!
Depois o Bibo,que dormiu a mais...[ele tinha seus motivos, estava gripado]
e em último lugar, desclassificado para próximas Viradas: Vinicius, o mancão!
que nem compareceu...tsc,tsc [ele envergonha a Moc Meimei]

Bem, essa virada foi muuuuito gostosa, deu pra curtir as mais variadas expressões artísticas e ver um pouco dessa diversidade de gostos e estilos que só São Paulo tem!

Saindo da Pensão Foz as 6 e meia, passamos pelo Sesc Consolação onde teria o Matsuri-Carnaval Japones (ainda não tinha começado, mas deu pra ver a decoração que ficou bem legal...)
Logo mais passamos pelo palco de teatro na Ladeira da Memória e uma apresentação do Teatro da Vertigem no Shopping Light.
No Viaduto do Chá estava acontecendo a 1ª Exposição de Estátuas Vivas de São Paulo, engraçadissíma por sinal! Também vimos um cara bem insano "andando" de bike beeeeeem acima do chão...
Passamos pelo Largo do Paissandu onde fizeram uma roda de capoeira que durou as 24 horas da virada, para homenagear os mestres da velha guarda da capoeira.

Agora, particularmente, o ponto alto da Virada foi o grupo francês de intervenção de rua Générik Vapeur, que apresentou o espetáculo Bivouac, que foi criado como crítica social voltada à queda do Muro de Berlim. Homens e mulheres pintados de azul iniciaram o show em frente a Galeria Olindo ou melhor, em cima. Parte do grupo desceu escalando o edifício, trazendo com eles tambores de lixo e fogos de artifício. Num percurso de 60 minutos, eles saíram da Galeria Olindo, passaram pela Praça da República, ruas do Ipiranga e Sete de Abril e terminaram na Praça do Patriarca. Um caminhão-trio levava a banda que acompanhava o grupo ao som de rock e rolou até o clássico “toca Raul!” com “Sociedade Alternativa”.


Depois dessa correria, resolvemos descansar na Praça D. José Gaspar onde ocorreu o projeto Piano na Praça durante as 24 horas. Descansados, tentamos assistir o show do Zé Ramalho, tentamos....mas estava muito lotado...uma pena.
Então fomos para o Palco de Dança no Vale do Anhangabaú e assistimos a apresentação do Distrito Cia. De Dança... A galera com muito sono resolveu dar uma descansada na Pensão Foz, o Bibo ficou por lá mesmo porque a gripe não permitiu mais nada. Mas os sobreviventes ainda tiveram força pra assistir o show do Falamansa no Baile das Bambas. Depois disso...ninguém tinha mais forças e fomos dormir um pouco. No entanto, Dr. André firme e forte ainda teve forças pra assistir ao show do Teatro Mágico lotadasso...ás 9 da manhã.

Na tarde de domingo ainda fomos ver um pouco de Arnaldo Antunes no Palco de Rock na Praça da República, a Orquestra Imperial do Rio no Palco São João e a apresentação do grupo Studio 3 Cia. De Dança no Vale do Anhagabaú.

Agora, pra encerrar com chave de ouro a Virada Cultural, fomos no show da Fernanda Takai...todo com repertório de Nara Leão! Perfeito, falae?



Bom, foi isso
Espero que ano que vem a Mocidade Meimei esteja em peso aqui pra representar ainda mais!
Um beijo e bom feriado.

domingo, abril 20

Virada!


E Sampa se prepara para mais uma edição da Virada Cultural. Neste ano, o evento está programado para os dias 26 e 27 de abril, das 18h às 18h. Inspirada em eventos europeus, como a Nuit blanche (noite branca) parisiense, a Virada Cultural conquistou, a cada edição, características tipicamente paulistanas.


O evento conta com apresentações de diversas vertentes e estilos culturais e artísticos, valorizando, sobretudo, o percurso pelo diverso, o andar despretensioso pelas ruas ocupadas pelo inusitado, possibilitando a integração e a convivência harmoniosa entre os cidadãos.

Entre as ruas e avenidas surgirão artistas circenses, espetáculos de rua, instalações e experiências visuais, compondo o grande mosaico de expressões que integram a proposta de maratona cultural, em todos os espaços madrugada adentro, de acordo com a vocação paulistana para a vida ininterrupta e movimentada em todos os horários.

A combinação de estilos variados e vertentes musicais e artísticas distintas proporciona o contato com novas expressões artísticas e amplia o repertório cultural de quem prestigia o evento. Com a presença de milhares de pessoas, a Virada Cultural agrega valores como cidadania e respeito à coletividade.

Confira a programação completa: http://viradacultural.org/

VAMO AÊ?


quarta-feira, abril 9

.Mórulando.

Hey! Não aguentei ficar muito tempo sem postar....

Bom....ontem participei de uma mesa-redonda que o DACAD (Diretório Academico de Comunicação, Arte e Design) organizou lá no Senac! O tema escolhido foi a relevância da arte brasileira no mercado mundial e fizeram parte da mesa: Professor Ernesto Boccara, docente da pós em Moda, Cultura e Arte; Marcelo Araújo, diretor da Pinacoteca do Estado e Leda Catunda, artista plástica.

O debate foi bem interessante....mas o que gostei mesmo foi de conhecer um pouco sobre a obra de Leda Catunda!

Formada na Faculdade Armando Alvares Penteado (FAAP) em 1984, a artista Leda Catunda foi uma das artistas da Geração 80 que apoiou o ressurgimento da pintura em renovação às tendências conceituais de 70. A artista investe na pintura como um meio ainda capaz de significar algo. Sua investigação no campo pictórico foca os limites entre a pintura e objeto. Ela chama atenção para textura e superfície dos materiais industrializados, tendo como acabamento o emprego de técnicas artesanais - como a costura - para adquirir originalidade, particularidade e identidade.

Durante os anos 80, há em seu trabalho um lado descritivo e caricatural exarcebado de imagens. Aplicando tinta sobre acessórios industrializados como lençóis, toalhas, cobertores, colchões e outros, a pintura de Catunda se torna objetual. Seu método implica em retirar imagens/objetos do cotidiano, eliminar alguns detalhes e acrescentar outros com certa dose de humor, para assim gerar novas e impactantes imagens originadas no universo do cotidiano da artista.

A partir da década de 90, prefere se ater a figuras geométricas e eliminar narrativas. Sua produção contém uma maior maleabilidade de materiais por meio de peças esvoaçantes e leves que fazem referência aos elementos da natureza como água, gotas, rios e insetos.

A produção de Catunda, portanto, critica a banalização das imagens em nossa sociedade, ao passo em que espera um estímulo provocativo no olhar do espectador. Além disso, seu trabalho desperta curiosidade e desejo de tocar nas obras para sentir as varias combinações de texturas utilizadas. A artista demonstra que a pintura busca inovar nas artes plásticas, à medida que, se revela um instrumento eficaz de indagação sobre a forma e sobre a percepção do mundo.

Achei muito interessante todo seu trabalho...pois a artista se apropria de tecidos e cria obras que sugerem formas e texturas! Ao invés de pintar...Catunda costura....fazendo com que seu trabalho tenha, indiretamente, uma forte ligação com a moda!


Beijos
[ahhh...e o nome de post é em homenagem a série de trabalhos da Leda que mais gostei: as Mórulas!]

terça-feira, abril 8

...Pablo...

Beeem, hoje faz 35 anos que um dos maiores mestres da arte do século XX morreu! Então....resolvi fazer um post falando um pouco sobre esse grande artista....um dos meus preferidos por sinal...
[Quando era criança tinha 3 livros sobre a vida dele que lia e relia quase todos os dias....não era uma criança muito normal, eu sei!]

Pablo Ruiz Picasso (1881-1973) é considerado um dos artistas mais versáteis de todo o mundo, tendo criado milhares de trabalhos, não somente pinturas, mas também esculturas e cerâmica, usando todos os tipos de materiais. Uma das suas obras mais conhecidas é o mural Guernica, que retrata de maneira muito peculiar a cidade basca de Guernica, após bombardeio pelos aviões da Luftwaffe de Adolf Hitler. Esta grande tela encorpora para muitos a desumanidade, brutalidade e desesperança da guerra.
Diz-se que levou toda a sua vida a saber pintar como uma criança.

A criança expressa-se pela necessidade que tem de se expressar e pelo prazer que isso lhe dá; tal como respira porque tem necessidade, sem que alguém se preocupe em fazer qualquer juízo sobre isso.


Falando nisso...



Sábado assisti um filme maravilhoso...em que Picasso é representado como "inimigo"(não seria essa a palavra) de Modigliani!

"Modigliani: Paixão Pela Vida" é um dos melhores filmes que já assisti....


Onde Andy Garcia personifica o doce e boêmio pintor italiano Amedeo Modigliani, quando este habitava numa espelunca em Paris. Seus casos, seus quadros, suas brigas com Picasso. Tudo retratado com muita poesia. Com muita singeleza e autenticidade. Dá vontade mesmo de subir nas mesas e declamar poemas quando termina.

Amedeo Mogigliani foi um dos principais integrantes da Escola de Paris, que marcou a pintura da primeira metade do século XX com suas figuras alongadas, que se destacam pelo despojamento e pela estilização. O filme em questão trata dos últimos anos de sua vida, apaixonado pela arte de viver. O filme todo é uma mescla de alegrias e angústias, expectativas e frustrações. Emoções à flor da pele.


A biografia foca nos últimos anos da vida de Modigliani, mostrando seu vício pela bebida, suas lembranças da infância discriminada por ser judeu, sua participação em um concurso local, onde consegue ganhar de Pablo Picasso, a relação com os amigos - principalmente a relação intrigante de amor e ódio que ele desenvolve com Picasso, o drama da conquista da guarda de sua filha, enfim, seus altos e baixos.


É um filme apaixonante e leve! Mostra a época em que Modigliani vivia, dando espaço a outros personagens, mas sem sair um minuto do seu foco inicial. Picasso, interpretado por Omid Djalili, está tão fidedigno que dá nojo! E mesmo sendo Picasso, não rouba a cena do belíssimo Modigliani !


O diretor usou um jogo de iluminação muito interessante no filme, como se certas cenas do filme fossem verdadeiros quadros de arte. Uma iluminação de penumbra às vezes, de luz intensa em outras, mas como já falei, tudo muito bem dosado, ao ponto que nem se percebe conscientemente todas essas variantes. Há instantes em que se sente a tinta da tela nos próprios dedos, de tão simples e transparente que é mostrado o envolvimento da arte com as pessoas naquele espaço de tempo. De forma despretensiosa, esta é uma biografia que não procura aumentar ou diminuir, mas apenas deixar fluir a emoção da arte de Modigliani. ADOREI!


=*

quinta-feira, abril 3

Arthur Bispo do Rosário....um universo a parte!

Artur Bispo do Rosário era, dentre outras coisas, um bordador de obras primas. Passou mais da metade de sua vida trancafiado na Colônia Juliano Moreira para doentes mentais, mumificando seus objetos pessoais: escovas de dente, talheres, tesouras, etc. Era um artista obcecado por jogo de xadrez, misses e geografia; um artista que, com sua sede de registros, extrapolou as dimensões da pintura e criou fantásticas vitrines com copos de alumínio, pentes de plásticos e objetos variados.

Nasceu em 16 de Março de 1911, na cidade de Japaratuba, interior do Estado de Sergipe. Viveu muito a vida antes de ingressar na Colônia Juliano Moreira, foi marinheiro, viajou muito, viu muitas cores, formas, seqüências, classificações e ordenações de fatos e coisas referentes ao seu universo normativo e cumulativo, mais tarde refletido em seu trabalho plástico.

Sua produção teve início em 1939 e se encerrou 50 anos depois com seu falecimento de infarto do miocárdio. De acordo com seu surto recebeu a missão de recriar o mundo para ser apresentado a Deus no dia do Juízo Final.

Bispo começa a expressar-se desmanchando os uniformes (uni-formes, uma só forma de enquadrar os diferentes) dos internos e isolando os fios azuis - nostalgia do azul do mar de um marinheiro náufrago - e bordá-los em seguida nos lençóis para fazer deles os seus estandartes, princípio sinalizador de suas ocupações em instalações que trafegam entre os limites do espaço físico e do imaginário de seu espaço psicológico.Materiais estridentes em suas cores e texturas, interagindo no espaço com o uso de uma dobradura, um bordado, um entrelaçamento, uma forma disforme de transformar a proposta.

A linguagem utilizada por Bispo do Rosário, além de abranger conteúdos plásticos, se mostra nas posturas do artista. “De que cor você vê a minha aura? ” Essa pergunta não foi escrita por Bispo em nenhum de seus trabalhos, ela representa uma postura artística. Para alguém entrar no quarto de Bispo e conhecer seu trabalho, antes era preciso responder a pergunta feita por ele que funcionava como um código de acesso. Esta não é apenas uma pergunta cuja reposta depende da percepção de quem a responderá, ela traduz a natureza misteriosa que envolve Bispo.

A análise de sua produção traz o que sempre esteve ausente do circuito artístico brasileiro: a arte sem nenhuma condescendência do povo, distante do artesanato e rigorosamente afim do circuito restrito dos criadores. Bispo é dos que nunca vão à museus, galerias, bienais, semelhante à maioria da população do país. Ele sai do suporte convencional e procura criar o espaço, a procura de material para fazer a obra. Sapatos, congas, havaianas, sandálias de borracha, chinelos, classificados em fileiras, denotam a acumulação, confessam o poder aquisitivo mínimo.

É preciso observar que Bispo, sendo interno, estava alienado do mundo e por isso a sua originalidade é incontestável. Quando, em vida, quiseram expor os seus trabalhos, ele foi enfático: "Não faço isto para os homens, mas para Deus".

*Manto da Apresentação, que Bispo deveria vestir no dia do Juízo Final.

"Os doentes mentais são como os beija-flores. Nunca pousam. Estão sempre a dois metros do chão" Bispo do Rosário

Live Paiting

Sempre digo, que a criativadade é um dom, a arte está aê para todos, porém só quem tem sensibilidade, criatividade, e muita idéia na cabeça é que se destaca dos demais artistas. O Grupo Rinpa Eshidan tem criatividade de sobra.

E no meu projeto desse semestre utilizarei os trabalhos realizados pelo Grupo como referências para a estamparia de peças de banho (toalhas de banho e roupões)!!! =D


Rinpa Eshidan é um grupo de artistas que se uniu para expressar toda essa criatividade através do Live Paiting. Liderado por Noiz-Daví (Yoshiaki Kusunoki) e Daisuke Yamamoto, suas principais atividades são eventos ao ar livre e a criação de videos de arte, focando o processo de criação coletivo de uma obra de arte.

*Rinpa significa “reunir pessoas” e Eschidan “art crew”.

Bom, tah ae uma performance realizada pelo grupo:




Site:
http://rinpaeshidan.jp/
http://www.youtube.com/profile?user=RinpaEshidan