domingo, março 11

Seminário do Artesão


Em comemoração ao Dia do Artesão (19/03) a SUTACO (Superintendência do Trabalho Artesanal nas Comunidades) realizará no dia 16/03(sexta-feira) um seminário com palestras e oficinas relacionadas aos serviços prestados pelo órgão. Veja abaixo a programação completa:

Horário
Programação
8h30
Café de Boas Vindas
9h
Vídeo Artesanato de Raíz
9h10
Palestra SUTACO
9h30
Palestra PAB
9h40
Palestra ITCP-FGV
10h
Palestra Artesol
10h15
Vídeo Artesanato de Reaproveitamento
10h20
Palestra Reserva Biosfera da Mata Atlântica
10h40
Palestra Economia Solidária
11h
Café
11h30
Vídeo Artesanato e Design
11h35
Palestra Explicativa MEI
11h50
Palestra Explicativa Exportação
12h05
Palestra Previdência Social
12h20
Palestra Certificados e Etiquetas
12h35
Apresentação São Paulo Feita à Mão
13h
Intervalo
14h
Oficina de Web e Redes Sociais
17h
Apresentação Redes de Comércio Virtual
18h
Encerramento


A Sutaco tem como objetivos aumentar a geração de renda para os artesãos por meio de capacitação, orientação, apoio jurídico e contábil, divulgação e comercialização de seus produtos e a preservação e propagação do artesanato paulista em  seus aspectos históricos, sociais e culturais. Tem a missão de oferecer aos artesãos a possibilidade de autonomia e desenvolvimento pessoal em amplo sentido, bem como promover o desenvolvimento local de modo socialmente justo e ambientalmente responsável.

Data: 16/03/2012
Horário: das 8h30 às 18h
Local: Rua Boa Vista, 170 - Centro - São Paulo (Próximo à estação São Bento do Metrô)

quinta-feira, março 8

Mechanical Dolls







  




(clique nas imagens para ampliar)


Audrey Marnay e Kirsi Pyrhonen em “Mechanical Dolls” fotografadas por Tim Walker para Vogue Italia de outubro de 2011.

amor tece dores

Pelo jeito o amor anda tecendo dores em todos os lugares. Ou amortecendo dores talvez... ou tecendo amores...


via Don't touch my moleskine.
Trabalho de Aprígio e Frederico Fonseca!
Mais imagens em > http://www.aprigioefrederico.com.br/falacao.html

terça-feira, março 6

caso de poesia

“Paulo tinha fama de mentiroso. Um dia chegou em
casa dizendo que vira no campo dois dragões da independência
cuspindo fogo e lendo fotonovelas.
A mãe botou-o de castigo, mas na semana seguinte
ele veio contando que caíra no pátio da escola um
pedaço de lua, todo cheio de buraquinhos, feito

queijo, e ele provou e tinha gosto de queijo. Desta vez
Paulo não só ficou sem sobremesa como foi proibido
de jogar futebol durante quinze dias.
Quando o menino voltou falando que todas as
borboletas da Terra passaram pela chácara de Siá
Elpídia e queriam formar um tapete voador para
transportá-lo ao sétimo céu, a mãe decidiu levá-lo ao
médico. Após o exame, o Dr. Epaminondas abanou a
cabeça:
- Não há nada a fazer, Dona Coló. Este menino é
mesmo um caso de poesia.

Carlos Drummond de Andrade

//Entrevista// Patrícia Moura, do Coletivo Brasil - Moda Sustentável

Abaixo uma entrevista da super Patrícia Moura sobre o Coletivo Brasil para o blog "Semente que voa":

Como e quando surgiu a ideia?

Integrei um grupo selecionado pelo Mercado Mundo Mix (SP) para uma exposição que seria uma das atrações do Festival de Inverno de Bonito (MS). Conhecendo tantas marcas bacanas, entendi que precisava fazer alguma coisa, a nível nacional, para agregar e promover artistas e marcas que têm como base a sustentabilidade. Lá mesmo lancei a ideia do COLETIVO BRASIL – MODA SUSTENTÁVEL. De Bonito, segui direto para o segundo evento, o Paraty Eco Fashion (RJ). Ouvindo palestra de grande nomes da moda sustentável nacional, me questionei , que ambiente mais fértil poderia haver para concretizar a ideia que nasceu em Bonito? Conversei com mais algumas pessoas e lá conquistamos novas adesões. De volta a Recife, apresentei a ideia para as marcas pernambucanas. Assim o grupo cresceu um pouco mais. No final de novembro de 2011, lançamos nacionalmente o Coletivo Brasil na quarta edição do Moda Recife, que teve a sustentabilidade como foco da edição de 2011.

Qual a proposta do coletivo?

A proposta é bem simples, reunir marcas que têm como base a sustentabilidade, para juntas fortalecer este novo formato de fazer moda, além da promoção de ações como capacitar e agregar grupos sociais, como é o caso do Mulheres de Fibra de Trindade (Paraty/ RJ) e do Grupo Bio Artes (Porto de Galinhas/PE), dos quais sou “madrinha” dentro do Coletivo Brasil. A sustentabilidade é um tema muito novo, e a ideia é popularizar, familiarizar a sociedade e, desta forma, contribuir para transformar o comportamento através do conhecimento.

Porque concorrentes do mesmo setor se uniriam?

Não diria que somos concorrentes, trabalhamos todos num mesmo setor que precisa ser mostrado à sociedade. Inserida numa marca, há também uma mudança de comportamento, de atitudes que entendo como uma (r)evolução nas relações de consumo. Diz respeito a quem faz, a quem usa, de onde vem, para onde vai. Juntos, somos muito mais fortes para promover e estimular a revisão de valores antigos e que não aplicam mais em tempos atuais.

Que ações o coletivo vai promover?

Neste momento estamos trabalhando na “I Mostra Nacional do Coletivo Brasil”, que acontecerá no mês de maio, em São Paulo. Além da Mostra, estamos também trabalhando em parceria com institutos e portais de moda, na realização de um concurso nacional para promover e estimular a produção de moda sustentável. Teremos duas capacitações voluntárias em comunidades carentes e um novo desfile envolvendo todas as marcas integrantes. Paralelo ao trabalho em grupo, há também o trabalho social que as marca desenvolvem em suas regiões.

O que é preciso fazer para participar?

As marcas interessadas poderão enviar e-mail apresentando seu trabalho através de texto explicativo e imagens dos produtos, que serão avaliados por uma comissão responsável pelo ingresso de novas marcas ao grupo.

Ficou curioso e quer saber quais são as marcas que abraçaram a ideia? Segue a lista dos participantes para você considerar na próxima vez em que tiver que adquirir uma roupa ou acessório.
Coletivo Brasil - Moda Sustentável

domingo, março 4

Carta da Terra


Você provavelmente já ouviu falar, mas também, muito provavelmente nunca se atentou ao seu conteúdo... pelo menos eu ainda não tinha me atentado, até hoje...


 Sua fala é a síntese do que já sabemos ser o correto para o bem do planeta... mas só agora me dei conta de como sua existência significa o alinhamento de desejos e intenções da humanidade daqui para frente, mostrando tamanha engenhosidade para trazer ao plano material uma declaração tão completa e coesa de princípior éticos fundamentais para a construção de uma sociedade global justa e pacífica, para a construção de um mundo novo e que já etá nascendo... vocês conseguem ver isso também?

Ela é resultado de uma década de diálogo intercultural, em torno de objetivos comuns e valores compartilhados e sua redação envolveu o mais inclusivo e participativo processo associado à criação de uma declaração internacional. 

OK! Mas e o que nós podemos fazer para construir este novo mundo? Nos empenharmos para viver plenamente, e na prática(!) o que a Carta da Terra diz, em casa, no trabalho e na comunidade em que vivemos. E o mais importante: multiplicar essa idéia!!

Abaixo-assinado Pela Manutenção da posse e Titulação do Quilombo do Rio dos Macacos- Bahia


Mais uma vez em nosso país, assistimos ao descumprimento dos direitos das comunidades quilombolas! O quilombo do Rio dos Macacos, na Bahia, tem data de desocupação marcada: 04/03/2012. Trata-se de pessoas que estão vivendo nestas terras há mais de cem anos, resistindo a diversas dificuldades impostas pela Marinha Brasileira. A Constituição garante, no artigo 68 das disposições transitórias, a demarcação, titulação e posse das terras ocupadas por remanescentes quilombolas, possibilitando a continuidade destas comunidades, que devem ser consideradas como a prova maior do símbolo de luta contra a escravidão, no passado, e o racismo, no presente. A Marinha do Brasil mais uma vez mostra que é uma instituição contrária aos negros, vide os exemplos da Revolta da Chibata, dentre outros. A desocupação do Quilombo de Rio dos Macacos, na Bahia, é um desrespeito aos tratados internacionais assinados pelo Brasil, a exemplo da 3ª Conferência Mundial contra o Racismo, ocorrida em Durban, na África do Sul, em 2001 a Convenção 169 da OIT, Guardadas as devidas diferenças, mais uma vez o crime cometido contra a comunidade do Pinheirinho vai se repetir. Nós, Quilombolas, Negros(as), militantes contra o racismo de todas as etnias organizados através da Frente Nacional em Defesa dos Territórios Quilombolas - nos posicionamos contra essa arbitrariedade, e chamamos a sociedade em geral , a todas as organizações do Movimento Social e Social Negro para protestar contra esse flagrante desrespeito aos quilombolas e ao povo brasileiro. Lembramos que a presidente Dilma não pode permitir que esta ação ocorra embaixo dos seus olhos, em local próximo ao escolhido por ela e outros Presidentes para passar suas férias. Não permitiremos que esta desocupação ocorra. Somos todos quilombolas, somos todos Quilombo do Rio dos Macacos!

Movimento Negro Unificado – GT de Lutas, Autonomo e Independente
Frente Nacional em Defesa dos Territórios Quilombolas.

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segunda-feira, fevereiro 27

Para onde irão os Indignados e os “Occupiers”?



"Uma das mesas de debates importante no Forum Social Temático em Porto Alegre, da qual me coube participar, foi escutar os testemunhos vivos dos Indignados da Espanha, de Londres, do Egito e dos USA. O que me deixou muito impressionado foi a seriedade dos discursos, longe do viés anárquico dos anos 60 do século passado com suas muitas “parolle”. O tema central era “democracia já”. Revindicava-se uma outra democracia, bem diferente desta a que estamos acostumados, que é mais farsa do que realidade. Querem uma democracia que se constrói a partir da rua e das praças, o lugar do poder originário. Uma democracia que vem de baixo, articulada organicamente com o povo, transparente em seus procedimentos e não mais corroída pela corrupção. Esta democracia, de saida, se caracteriza por vincular justiça social com justiça ecológica.
Curiosamente, os indignados, os “occupiers” e os da Primavera Árabe não se remeteram ao clássico discurso das esquerdas, nem sequer aos sonhos das várias edições do Forum Social Mundial. Encontramo-nos num outro tempo e surgiu uma nova sensibilidade. Postula-se outro modo de ser cidadão, incluindo poderosamente as mulheres antes feitas invisíveis, cidadãos com direitos, com participação, com relações horizontais e transversais facilitadas pelas redes sociais, pelo celular, pelo twitter e pelos facebooks. Temos a ver com uma verdadeira revolução. Antes as relações se organizavam de forma vertical, de cima para baixo. Agora é de forma horizontal, para os lados, na imediatez da comunicação à velocidade da luz. Este modo representa o tempo novo que estamos vivendo, da informação, da descoberta do valor da subjetividade, não aquela da modernidade, encapsulada em si mesma, mas da subjetividade relacional, da emergência de uma consciência de espécie que se descobre dentro da mesma e única Casa Comum, Casa, em chamas ou ruindo pela excessiva pilhagem praticada pelo nosso sistema de produção e consumo.
Essa sensibilidade não tolera mais os métodos do sistema de superar a crise econômica e derivadas, sanando os bancos com o dinheiro dos cidadãos, impondo severa austeridade fiscal, a desmontagem da seguridade social, o achatamento dos salários, o corte dos investimentos no pressuposto ilusório de que desta forma se reconquista a confiança dos mercados e se reanima a economia. Tal concepção é feita dogma e ai se ouve o estúpido bordão:“TINA: there is no alternative”, não há alternativa. Os sacrílegos sumos sacerdotes da trindade nada santa do FMI, da União Européia e do Banco Central Europeu deram um golpe financeiro na Grécia e na Itália e puseram lá seus acólitos como gestores da crise, sem passar pelo rito democrático. Tudo é visto e decidido pela ótica exclusiva do econômico, rebaixando o social e o sofrimento coletivo desnecessário, o desespero das famílias e a indignação dos jovens por não conseguirem trabalho. Tudo pode desembocar numa crise com consequências dramáticas.
Paul Krugmann, prêmio Nobel de economia, passou uns dias na Islândia para estudar a forma como esse pequeno pais ártico saiu de sua crise avassaladora. Seguiram o caminho correto que outros deveriam também ter seguido: deixaram os bancos quebrar, puseram na cadeia os banqueiros e especuladores que praticaram falcatruas, reescreveram a constituição, garantiram a seguridade social para evitar uma derrocada generalizada e conseguiram criar empregos. Consequência: o pais saiu do atoleiro e é um dos que mais cresce nos paises nórticos. O caminho islandês foi silenciado pela midia mundial de temor de que servisse de exemplo para os demais países. E a assim a carruagem, com medidas equivocadas mas coerentes com o sistema, corre célere rumo a um precipício.
Contra esse curso previsível se opõem os indignados. Querem um outro mundo mais amigo da vida e respeitoso da natureza. Talvez a Islândia servirá de inspiração. Para onde irão? Quem sabe? Seguramente não na direção dos modelos do passado, já exauridos. Irão na direção daquilo que falava Paulo Freire “do inédito viável” que nascerá desse novo imaginário. Ele se expressa, sem violência, dentro de um espírito democrático-participativo, com muito diálogo e trocas enriquecedoras. De todas as formas o mundo nunca será como antes, muito menos como os capitalistas gostariam que ficasse."

----> Texto original retirado do blog de Leornardo Boff!

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sábado, fevereiro 25

O Brazil ta matando o Brasil


QUERELAS DO BRASIL
Composição: Aldir Blanc e Maurício Tapajós

O Brasil não conhece o Brazil

O Brazil nunca foi o Brasil 



Tapir, jabuti, liana, alamanda, alialaúde

Piau, ururau, aquiataúde

Piá, carioca, moreca, meganha

Jobim akarore e jobim açu

Oh, oh, oh 



Pererê, camará, gororó, olererê

Piriri, ratatá, karatê, olará 



O Brazil não merece o Brasil

O Brazil ta matando o Brasil 



Gereba, saci, caandra

Descunhas, ariranha, aranha

Sertões, guimarães, bachianas, águas

E marionaíma, ariraribóia,

Na aura das mãos do jobim açu

Oh, oh, oh 



Gererê, sarará, cururu, olerê

Blá blá blá, bafafá, sururu, olará 



Do Brasil, SoS ao Brasil



Tinhorão, urutu, sucuri

O Jobim, sabiá, bem-te-vi

Cabuçu, Cordovil, Cachambi

Madureira, Olaria e Bangu

Cascadura, Água Santa, Acarí, Olerê

Ipanema e Nova Iguaçu, Olará 



Do Brasil SoS ao Brasil

Do Brasil SoS ao Brasil 




SUGESTÃO: Renato Imbrosi!!! [pq quando eu virar gente grande quero ser igual esse cara ai...]