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quinta-feira, abril 11

O poder transformador do design


[texto publicado originalmente no blog Moda do Futuro da jornalista Danielle Ferraz. http://modadofuturo.com/o-poder-transformador-do-design/]

Conheci Juliana Foz numa banca de formandos do Senac. Com suas criações que aliavam moda e sustentabilidade com beleza e poesia encantou, não só a mim, mas a todos os presentes: foi a única estudante, na data, a receber 10 com louvor. Estreitamos laços. Desde então acompanho o trabalho da estilista  que deseja ir além da criação propriamente dita: ela deseja usar a produção como ferramenta para um mundo melhor.  Aqui ela conta para a gente como está fazendo a diferença num dos maiores assentamentos do país.
Por Juliana Foz*
A aproximação entre designers e artesãos é um fenômeno de extrema importância pelo impacto social e econômico que gera e por seu significado cultural. Trabalhar com a identidade local e com o cotidiano faz com que os artesãos tenham mais orgulho das suas origens. Os produtos feitos a mão tem alma, transferem algo que vem de nós mesmos, em vez da uniformidade e da padronização dos objetos industriais. São únicos, têm a beleza da imperfeição. Eles nos contam de um lugar preciso, onde foram feitos por pessoas concretas, trazem um sentido de pertencimento. Neste contexto, o papel do designer, do profissional que pensa criativamente o futuro, é ser uma ferramenta que resolva problemas e necessidades humanas, pensando  de maneira inclusiva e inovadora.
Em sua parceria com o artesão o designer deve pensar em como propiciar à sociedade a ao entorno novos valores; pensar também como criar uma sociedade melhor e, a partir daí, no que podemos produzir para que essa sociedade seja diferente. Os objetos produzidos serão simplesmente o meio, a forma que vai conduzir à compreensão de uma mudança. Acreditando neste poder transformador do design, o objetivo principal do “Projeto Mãos que Tecem Histórias” é oportunizar novas perspectivas de vida às mulheres, para que elas mesmas teçam novos rumos para o futuro: trabalhando, aprendendo e sendo detentoras de seu próprio ganho.
Mãos que Tecem Histórias: na criação de produtos o resgate da autoestima
Mãos que Tecem Histórias: na capacitação e criação de produtos, o resgate da autoestima
O “Projeto Mãos que Tecem Histórias” foi iniciado com o Grupo de Mulheres “Flores do Campo”, dentro da Agrovila Campinas/ Assentamento Reunidas, maior assentamento de terras do Estado, localizado na cidade de Promissão/SP. O nome do projeto propõe a conexão e ressignificação de diversas histórias e origens de diversas partes do Brasil, e que se uniram em uma mesma terra, também criando costumes e identidade neste lugar. O projeto objetiva mapear as potencialidades da região quanto à técnicas de artesanato, matérias-primas e talentos criativos para então desenvolver produtos com a identidade local, gerando impacto social: aumento de renda e ganho de autoestima dos artesãos envolvidos.
Mulheres do grupo 'Flores do Campo':  trabalho coletivo, identificado por uma flor, e individualizado pela personalidade de cada uma.
Mulheres do grupo ‘Flores do Campo’: trabalho coletivo, identificado por uma flor, e individualizado pela personalidade de cada uma.
Não esperar pelo ideal, trabalhando com o que esta à disposição — retalhos de tecido e técnicas manuais – torna-se um desafio. Sabendo que o lixo é o único recurso em crescimento hoje no planeta, e que sua utilização necessita de tempo e atenção para utilizar o resíduo de forma que a peça que tenha um valor estético e comercial, inverte-se a lógica da produção, buscando antes o refugo, escolhendo o material de acordo com suas cores, texturas e peso. Essas características do material acabam por sugerir o produto: escolhemos o que será produzido a partir dos materiais que recebemos. Nas experimentações também se percebe grande variação no trabalho realizado pelas artesãs, de acordo com a personalidade de cada uma. Todas as intervenções realizadas trazem novas possibilidades dentro dos fazeres manuais tradicionais (bordado, crochet, costura), e, buscando novas soluções desafiamos a lógica da produção para então criar produtos mais originais, pois sabemos que esta é a missão do designer: para modificar os atuais modelos de desenvolvimento econômico, deve atuar propondo mudanças e intervenções tanto no consumo quanto na produção.
Juliana Foz é designer, Bacharel em Design de Moda pelo SENAC – São Paulo/SP. Pós-Graduanda em Direção de Criação para Design e Moda pelo ORBITATO – Instituto de Estudos em Arquitetura, Moda e Design – Pomerode/SC. Contato: juliana_foz@yahoo.com.br / (11) 98778 0101

quarta-feira, dezembro 12

tecendo e retecendo histórias...


Experiência de trabalho com o grupo de artesãs Mulheres de Mafra. Resultado da aula de Criação de Produtos com o designer Alejandro Sarmiento da Pós em Direção de Criação turma IV, Orbitato Instituto/SC.

Trabalhar com o Grupo das Mulheres de Mafra surge como oportunidade de colocar em prática os conhecimentos e competências adquiridos na Pós-Graduação em Direção de Criação para Design e Moda do Instituto Orbitato, analisando a aliança entre Artesanato e Design durante o processo de intervenção do designer no produto artesanal.
A aproximação entre designers e artesãos é um fenômeno de extrema importância pelo impacto social e econômico que gera e por seu significado cultural. Trabalhar com a identidade local e com o cotidiano faz com que os artesãos tenham mais orgulho em relação às suas origens. Os produtos feitos à mão tem alma, transferem algo que vem de nós mesmos, em vez da uniformidade e da padronização dos objetos industriais, são únicos, têm a beleza da imperfeição. Eles nos contam de um lugar preciso, onde foram feitos por pessoas concretas, trazem um sentido de pertencimento.
Neste contexto, o papel do designer, do profissional que pensa criativamente o futuro, é ser uma ferramenta que resolva problemas e necessidades humanas, pensando maneiras inclusivas e inovadoras de estarmos neste mundo. Em sua parceria com o artesão, o designer deve pensar em como propiciar à sociedade a ao entorno novos valores, em como criar uma sociedade melhor e, a partir daí, no que podemos produzir para que essa sociedade seja diferente, os objetos produzidos serão simplesmente o meio, a forma que vai conduzir à compreensão de uma mudança.
 Acreditando neste poder transformador do Design, o objetivo principal do projeto com as Mulheres de Mafra é oportunizar novas perspectivas de vida às mulheres, para que elas mesmas teçam novos rumos para o futuro: trabalhando, aprendendo e sendo detentoras de seu próprio ganho.
Para fazer essa ponte entre as artesãs de Mafra e os estudantes da Pós contamos com a coordenação do designer Alejandro Sarmiento, dentro da matéria Desenvolvimento de Produto onde foram feitas diversas experimentações. Um convite a usar as mãos, ter contato com as técnicas manuais (tricô e crochê) utilizadas pelas mulheres.
Percebendo na malha uma matéria complicada para pensar em novos usos além do que o grupo já produzia, como pufes, tapetes e almofadas o foco foi pensar em novos pontos. Adaptar os pontos utilizados no crochê de linha, simplificá-los para a malha e criar novas texturas e novos padrões pensados sensivelmente para a realidade delas, que não tem as mãos máquinas e equipamentos sofisticados. Suas ferramentas são apenas agulhas e malha.
Não esperar pelo ideal, trabalhando com o que estava à disposição, refugos industriais e técnicas manuais torna-se um desafio. Sabendo que lixo é o único recurso em crescimento hoje no planeta, e que sua utilização necessita de tempo e atenção para utilizar aquele material da melhor forma, para que tenha um valor estético e comercial, inverte-se a lógica da produção, buscando antes o refugo, escolhendo a malha de acordo com suas cores, texturas e peso. Essas características do material acabam por sugerir o produto: utilizando os mesmos pontos em materiais com pesos diferentes, a textura formada é outra. Nas experimentações, também se percebe grande variação no trabalho realizado por cada artesã, mesmo usando a mesma malha e o mesmo ponto, as texturas criadas são diferentes, de acordo com a personalidade de cada um. O uso do refugo também trás irregularidades que devem ser incorporadas ao produto, ora a tira de malha é fina, ora é grossa, resultando em tamanhos de pontos diferentes, e produtos irregulares, nunca idênticos.

Após as experimentações com novos pontos e texturas percebeu-se a necessidade de planejamento do produto por parte das artesãs, que muitas vezes escolhiam as malhas ao acaso, deixando de analisar quantidade de material e combinações com outras malhas. As Mulheres de Mafra foram orientadas para esse planejamento prévio, assim como para combinação de cores, padronagens e texturas. Identificou-se uma necessidade de aliar o uso da malha com outros materiais para trazer sofisticação ao produto, a partir dessa análise foram feitas algumas experimentações com as novas texturas, onde se utilizou alças de madeira para desenvolvimento de bolsas.
Todas essas intervenções buscaram novas possibilidades de realização deste fazer manual, buscaram soluções desafiando a lógica da produção para ai então criar produtos mais originais. E é esta a missão do designer, para modificar os atuais modelos de desenvolvimento econômico, deverá atuar propondo mudanças e intervenções tanto no consumo quanto na produção.


segunda-feira, maio 14

Projeto Mãos que tecem histórias...



O Assentamento Reunidas da Reforma Agrária localiza-se no município de Promissão e é considerado o maior assentamento de terras do estado de São Paulo, com 585 famílias. O assentamento que há 25 anos se instalou na cidade, é hoje considerado um "modelo" no Brasil. Somados os assentamentos Reunidas e Dandara, são quase 800 famílias assentadas em Promissão, que respondem por um volume muito expressivo da produção agrícola do município.
Com tamanha representatividade do assentamento de terras na região, o município conta com alguns setores públicos que colaboram com as necessidades desses agricultores rurais: INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), ITESP (Instituto de Terras do Estado de São Paulo) e SENAR (Serviço Nacional de Apredinzagem Rural) prestam diversos serviços, entre eles vários projetos de capacitação para as artesãs residentes no assentamento.
São capacitações de artesanato com bambu, fibra de coco, palha de milho, bucha vegetal, pintura de tecido, etc. Estas capacitações são de enorme importância para o empoderamento destas mulheres, além de uma oportunidade para aumentar a renda da família através da comercialização dos produtos confeccionados.
Finalizada a capacitação, os artesãos não conseguem comercializar os produtos por falta de incentivo para promoção de venda deste aprendizado. Ou seja, este investimento nem sempre representa melhorias, pois os trabalhadores rurais não tem acesso ao consumidor, desconhecem meios de comercialização e não dispõe de formas de divulgação de seus trabalhos. 
Desta forma, os objetivos do projeto “Mãos que tecem histórias...”  são:
Ø  Defender e desenvolver ações que proporcionem a conservação, a preservação e a recuperação de trabalhos artesanais, visando o resgate e o reconhecimento da identidade cultural da região;
Ø  Apresentar possibilidades de negócios existentes no segmento, direcionando seus membros para o reconhecimento da capacidade de rentabilidade no setor;
Ø  Fortalecer os processos de gestão, promoção e comercialização dos grupos artesanais;
Ø  Aumentar as vendas e abrir espaço para novos mercados, ampliando o número de produtos artesanais e o número de artesãos envolvidos, com produtos dentro dos padrões de qualidade exigidos pelo mercado.
            O projeto consiste em oficinas que visem diagnosticar e avaliar as potencialidades da região, artesãos e técnicas de artesanato. Após o diagnóstico começa o planejamento, onde designer e artesãos passam a definir o tipo de trabalho a ser desenvolvido. A partir deste planejamento serão realizadas as capacitações, com melhoria das condições técnicas do produto, e processo de produção e vendas. 

Metodologia:
Mapeamento das potencialidades locais em Técnicas de artesanato: A intenção é mapear todas as potencialidades que temos na região. As artesãos que se destacam na costura, no bordado, no crochê,  na pintura, etc...
Mapeamento das potencialidades da matéria-prima local: Aproveitar os materiais encontrados na região (sementes, folhas, fibras, etc) com o acompanhamento de um Engenheiro Agrônomo visando o manejo sustentável deste material.
Mapeamento dos refugos indústriais de Promissão e região: Aliar o uso da matéria-prima do assentamento com resíduos da indústria (como o bagaço da Cana-de-açucar da empresa RENUKA, além de retalhos de tecido e couro de confecções da região).
Reconhecendo e valorizando a identidade local: O produto do artesão deve ser visto como materialização de seu complexo patrimônio cultural. A gestação dos objetos com clara identidade dos lugares em que são feitos passa não apenas pela manutenção e desenvolvimento das técnicas e materiais locais, mas também por sua linguagem – domínio que o designer tem muito a oferecer. Essa demanda surge principalmente nos lugares em que a prática artesanal é mais recente ou em que o artesanato se encontra mais descaracterizado.
Planejamento: A partir da definição do tipo de trabalho a ser desenvolvido é que se pode planejar a compra de material a ser utilizado, a equipe, o espaço, a duração e o instrumental necessário para as oficinas.
Capacitações paralelas: Durante o processo de criação dos produtos os artesãos também terão capacitações em áreas comerciais, administrativas e jurídicas.
Lançamento, divulgação, comercialização: O projeto visa o lançamento dos produtos em uma grande feira de artesanato a nível nacional [como a Fenearte(PE) e Feira Nacional de Artesanato (MG)], com lançamento simultâneo do catálogo e do site do projeto. A proposta é informar o consumidor sobre a história por trás daquele produto, de onde ele veio, quem o fez, qual a tradição embutida naquela peça, etc. O projeto tem previsão para participar de ao menos cinco feiras por ano para a correta divulgação dos produtos.
Acompanhamento: Para um projeto de design+artesanato começar a ‘andar’ sozinho, ou seja, para que os artesãos envolvidos se profissionalizem e passem a produzir, vender e distribuir com sustentabilidade, são necessários, em geral, três anos. A previsão para um ano de projeto tem o planejamento de oficinas quinzenais de 16 horas, totalizando 24 oficinas em um ano. As oficinas serão realizadas aos sábados e domingos com duração de 8 horas cada. O projeto tem previsão mínima de 3 anos para correto acompanhamento e direcionamento dos artesãos envolvidos. No segundo e terceiro ano as oficinas podem ser realizadas somente uma vez por mês.


         O projeto é inovador na medida que aproveita um investimento público (estadual pelo  ITESP e federal pelo INCRA e SENAR) que já é realizado, para potencializar suas ações. Além de promover uma alternativa para geração de renda para o grupo de agricultores e artesãos, o projeto também gera um impacto social de valor incalculável, trabalhando as identidades culturais locais fazendo com que os artesãos tenham mais orgulho em relação às suas origens e ao seu cotidiano, aumentando seu sentido de pertencimento. Além do mais, a produção artesanal está sintonizada com a noção contemporânea de sustentabilidade, que compreende os conceitos de ambientalmente responsável, economicamente inclusivo e socialmente justo.


Este projeto será utilizado como trabalho de conclusão de curso em Pós Graduação em Direção de Criação para Moda e Design no Instituto ORBITATO (Pomerode/SC).


Gostou do Projeto? Curta na página do Movimento Hot Spot

Quer  colaborar com esta idéia? Participe de sua cocriação no Festival de Idéias

Quer colaborar financeiramente para a realização deste projeto?
fale comigo: juliana_foz@yahoo.com.br

segunda-feira, março 19

Artesão, parabéns pelo seu dia!



Dia 19 de março, Dia de São José, padroeiro dos marceneiros, carpinteiros e também dos artesãos. 

Desde que o homem se socializou, a necessidade de organizar sua vida o levou de uma forma instintiva, a desenvolver habilidades manuais. Assim, por necessidade, o homem aprendeu a modelar o barro, esculpir pedras e madeiras e forjar o ferro.
Mas o homem tem o sopro divino, foi feito à imagem e semelhança de Deus e sua sensibilidade o fez usar de todas esses talentos para criar o belo. Já sabia criar conforto para a família, mas tinha necessidade de alimentar a alma. E o mesmo barro que modelava panelas e pratos, a madeira das estruturas e o ferro das ferramentas começaram a dar forma à esculturas e objetos. 

Desejo um dia iluminado para todos aqueles que usam suas mãos e seu coração para fazer um mundo mais belo e encantado!

terça-feira, março 6

//Entrevista// Patrícia Moura, do Coletivo Brasil - Moda Sustentável

Abaixo uma entrevista da super Patrícia Moura sobre o Coletivo Brasil para o blog "Semente que voa":

Como e quando surgiu a ideia?

Integrei um grupo selecionado pelo Mercado Mundo Mix (SP) para uma exposição que seria uma das atrações do Festival de Inverno de Bonito (MS). Conhecendo tantas marcas bacanas, entendi que precisava fazer alguma coisa, a nível nacional, para agregar e promover artistas e marcas que têm como base a sustentabilidade. Lá mesmo lancei a ideia do COLETIVO BRASIL – MODA SUSTENTÁVEL. De Bonito, segui direto para o segundo evento, o Paraty Eco Fashion (RJ). Ouvindo palestra de grande nomes da moda sustentável nacional, me questionei , que ambiente mais fértil poderia haver para concretizar a ideia que nasceu em Bonito? Conversei com mais algumas pessoas e lá conquistamos novas adesões. De volta a Recife, apresentei a ideia para as marcas pernambucanas. Assim o grupo cresceu um pouco mais. No final de novembro de 2011, lançamos nacionalmente o Coletivo Brasil na quarta edição do Moda Recife, que teve a sustentabilidade como foco da edição de 2011.

Qual a proposta do coletivo?

A proposta é bem simples, reunir marcas que têm como base a sustentabilidade, para juntas fortalecer este novo formato de fazer moda, além da promoção de ações como capacitar e agregar grupos sociais, como é o caso do Mulheres de Fibra de Trindade (Paraty/ RJ) e do Grupo Bio Artes (Porto de Galinhas/PE), dos quais sou “madrinha” dentro do Coletivo Brasil. A sustentabilidade é um tema muito novo, e a ideia é popularizar, familiarizar a sociedade e, desta forma, contribuir para transformar o comportamento através do conhecimento.

Porque concorrentes do mesmo setor se uniriam?

Não diria que somos concorrentes, trabalhamos todos num mesmo setor que precisa ser mostrado à sociedade. Inserida numa marca, há também uma mudança de comportamento, de atitudes que entendo como uma (r)evolução nas relações de consumo. Diz respeito a quem faz, a quem usa, de onde vem, para onde vai. Juntos, somos muito mais fortes para promover e estimular a revisão de valores antigos e que não aplicam mais em tempos atuais.

Que ações o coletivo vai promover?

Neste momento estamos trabalhando na “I Mostra Nacional do Coletivo Brasil”, que acontecerá no mês de maio, em São Paulo. Além da Mostra, estamos também trabalhando em parceria com institutos e portais de moda, na realização de um concurso nacional para promover e estimular a produção de moda sustentável. Teremos duas capacitações voluntárias em comunidades carentes e um novo desfile envolvendo todas as marcas integrantes. Paralelo ao trabalho em grupo, há também o trabalho social que as marca desenvolvem em suas regiões.

O que é preciso fazer para participar?

As marcas interessadas poderão enviar e-mail apresentando seu trabalho através de texto explicativo e imagens dos produtos, que serão avaliados por uma comissão responsável pelo ingresso de novas marcas ao grupo.

Ficou curioso e quer saber quais são as marcas que abraçaram a ideia? Segue a lista dos participantes para você considerar na próxima vez em que tiver que adquirir uma roupa ou acessório.
Coletivo Brasil - Moda Sustentável

quarta-feira, novembro 30

Lançamento Nacional - Coletivo Brasil Moda Sustentável


Aconteceu neste final de semana o lançamento nacional do Coletivo Brasil – Moda Sustentável, união de 20 marcas com os mais diferentes estilos e tamanhos que, em comum, optaram por fazer moda sob uma premissa mais sustentável, e que visam promover e popularizar dentro e fora do Brasil a moda brasileira com seus princípios socioambientalmente éticos.
Sou muito grata em fazer parte deste movimento idealizado após o primeiro Paraty Eco Fashion pela querida Patrícia Moura. Além das 20 marcas, estão reunidos neste primeiro momento um grupo de profissionais diretamente envolvidos, entre designers, estilistas, fotógrafos, jornalistas, modelos, além de artesãos capacitados por integrantes do movimento, todos igualmente engajados e dispostos a difundir a proposta da sustentabilidade na vida e na moda.
Recife, capital nordestina que é referência brasileira na produção de moda sustentável, foi escolhida para sediar o lançamento nacional do movimento e para tanto, o Moda Recife, que nesta quarta edição abriu os braços para a moda sustentável, foi palco do lançamento nacional do Coletivo Brasil, com, exposição de algumas das marcas do Coletivo; mesa redonda com a presença das criadoras pernambucanas Cris Ballari;  Mayara Pimentel; Prazeres Accioly, Patrícia Moura, e do publicitário paulistano Paulo Fernando; e finalizou com desfile de criações das 20 marcas com belíssima  intervenção  da cantora Karynna Spinelli e do músico Lucas dos Prazeres.
A proposta inicial da designer de biojóias pernambucana Patrícia Moura era simples: organizar um coletivo com grande parte dos bons criadores de moda sustentável do país e unir forças para divulgar o trabalho de cada um, apresentando-os na forma de um catálogo; desfiles e exposições. O desafio de juntar marcas, estilistas e artesãos com o mesmo propósito foi superado e em menos de 5 meses foi lançado o Coletivo Brasil.
Certamente há muito que ser feito, mas foi dado o primeiro passo: se organizar para mostrar novas possibilidades criativas, sintonizadas à época que vivemos. Algumas marcas já são maiores e já possuem estrutura mais profissional, outras estão apenas começando, mas como a união faz a força, a troca de experiências sem dúvida colaborará para o crescimento de todos. Que o Coletivo Brasil consiga cumprir o seu propósito mostrando que para fazer uma moda conectada com a realidade do nosso século só basta querer.

 









Fotos: Paulo Fernando

MARCAS PARTICIPANTES
COLABORADORES
Danielle Ferraz: premiada jornalista especializada em sustentabilidade, consultora de moda colaboradora do programa Mais Você (Rede Globo).
Paulo Fernando, publicitário apaixonado por moda, criador do portal Comunidade Moda.

 

terça-feira, novembro 15

Coletivo Brasil Moda Sustentável

Fico muito feliz em fazer parte deste movimento idealizado após o primeiro Paraty Eco Fashion pela querida Patrícia Moura. Estão reunidos neste primeiro momento um grupo com cerca de trinta profissionais diretamente envolvidos, entre designers, estilistas, fotógrafos, jornalistas, modelos, além de mais de trinta artesãos que foram capacitados por integrantes do movimento e que estão se juntando ao Coletivo Brasil, “apadrinhados” por integrantes do movimento, como forma de promover a inclusão social e profissional dos grupos, todos igualmente engajados e dispostos a difundir a proposta da sustentabilidade na vida e na moda.



Recife, capital nordestina que é referência brasileira na produção de moda sustentável, foi escolhida para sediar o lançamento nacional do movimento e para tanto, o Moda Recife, que nesta quarta edição abre os braços para a moda sustentável, será palco desse lançamento e assim, além de apresentar o primeiro desfile do Coletivo Brasil, o evento pernambucano abrirá a sua segunda noite com um bate papo em mesa redonda formada por profissionais com reconhecimento nacional, ligados a moda brasileira: Danielle Ferraz, premiada jornalista especializada em sustentabilidade, consultora de moda colaboradora do programa Mais Você (Rede Globo) e Paulo Fernando, publicitário apaixonado por moda, que está à frente do portal Comunidade Moda e irão se juntar a criadores pernambucanos para falar de moda socioambientalmente correta. Além disso, o grupo de marcas pernambucanas integrantes do Coletivo Brasil – Moda Sustentável, composto por Patrícia Moura, Tiana Santos, Cristina Balari, Maria Ribeiro, 2primas e Prazeres Accioly estará apresentando exposição coletiva no hall do shopping Paço alfândega, onde acontecerá o evento.

Lançamenteo nacional: 26/11/11
Mesa Redonda - Desfile - Exposição Plural
Moda Recife - Paço Alfândega - Recife/PE


MARCAS PARTICIPANTES

Blog: coletivosustentavel.wordpress.com/

Twitter: coletivobr
E-mail: coletivobrasil@gmail.com

Facebook: http://www.facebook.com/profile.php?id=100003165458611

domingo, outubro 16

VIII EPE - Econtro de Ensino, Pesquisa e Extensão

A partir de amanhã parte de meu TCC e algumas peças da minha marca Lírio lê (que eu já falei aqui) estarão expostos no VIII EPE - Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão no Centro Universitário SENAC.
 O evento é gratuito e tem como objetivo promover a discussão sobre diversas áreas do conhecimento, envolvendo as modalidades de ensino, pesquisa e extensão, como prática acadêmico-universitária.
Além disso, o EPE busca estimular a troca de conhecimento entre alunos e professores. Em sua oitava edição, o encontro terá exposições, palestras e oficinas propostas por alunos e professores do Centro Universitário Senac.


Clique aqui para ver a programação completa!



VIII Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão
De 17 a 20/10/2011
Centro Universitário Senac Campus Santo Amaro
Av. Engenheiro Eusébio Stevaux, 823 - Santo Amaro - São Paulo – SP
Tel. (11) 5682-7300 - E-mail: campussantoamaro@sp.senac.br

terça-feira, setembro 13

Aprenda a fazer uma almofada-fuxico reaproveitando um guarda-chuva quebrado





Durante o chuvoso janeiro deste ano, meus guarda-chuvas não duravam mais de uma semana. Fui guardando vários guarda-chuvas quebrados até que tive uma idéia do que poderia ser feito com eles: almofadas-fuxico.
Além do guarda-chuva quebrado você vai precisar de:
  • manta acrílica (ou enchimento de algum travesseiro antigo, afinal… a idéia é reaproveitar!);
  • dois círculos de retalho de tecido com 50 cm de diâmetro;
  • um botão grande;
  • linha e agulha.

Passo 1 – Separação da armação



Separe o tecido da armação de metal (Encaminhe a armação de metal para a coleta seletiva de lixo. Ou se descobrir alguma utilidade pra ela você me conta?)

Passo 2



Junte os dois círculos de tecido e coloque o enchimento dentro.

Passo 3



Junte as pétalas do guarda-chuva de modo que ele forme um fuxico.

Passo 4



Dê alguns pontos para prender as pétalas e para finalizar pregue um botão no centro passando a agulha nos dois lados da almofada e apertando bem.

Pronto!



Seu fuxico esta pronto! Gostaram?
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Esta matéria também foi publicada no blog do Coletivo Verde.

terça-feira, agosto 9

Moda para o mundo com um novo olhar!

Da esquerda p/ direita: Lilyan Berlim; Nina Braga ; Luiza Marcier e mediação de Celina de Faria.
Outro ponto alto no sábado foi a Conferência Moda Eco e Sustentabilidade, com a participação de Nina Braga (Instituto-e); Luiza Marcier (estilista e consultora do Projeto Museu da Moda pela Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro) ; e a professora Lilyan Berlim (faculdades Veiga de Almeida e La Salle) , com mediação de Celina de Farias (vice- presidente do Instituto Zuzu Angel). O principal tema discutido foi a questão da estética do artesanato aliada à moda e a ética na moda. O encontro gerou um debate produtivo a respeito da moda brasileira e também sobre políticas públicas que facilitem e promovam a sustentabilidade. 
Ciranda Elétrica tocando em comemoração ao Dia do Caiçara!
 Durante a noite foram apresentados os desfiles de Caio Von Vogt e Lena Santana. Além dos desfiles, houve apresentações musicais, de dança e uma linda homenagem aos Mestres Cirandeiros de Paraty, que receberam um certificado de reconhecimento da Secretaria de Cultura. As atividades do dia acabaram com a banda Ciranda Elétrica tocando em comemoração ao Dia do Caiçara, onde a população da cidade e os turistas entraram na dança e nos costumes locais.
 O último dia do evento começou com a palestra da figurinista Emilia Duncan, que falou a respeito da reciclagem e da responsabilidade social dentro da construção de figurino. Emilia contou que começou a perceber o valor da moda ecológica quando não havia a verba necessária para a criação de seus figurinos. Foi assim com o filme Carlota Joaquina; nas minisséries A Muralha, Mad Maria e Amazônia; e na novela Caminho das Índia. 
 Depois da palestra, o Paraty Eco Fashion seguiu com um debate onde foi possível refletir o porquê de estarmos ali e o que poderá ser feito daqui para frente. O principal objetivo do evento foi o de provocar debates, gerar a troca de idéias e experiências, além de refletir sobre o papel do profissional da moda e, também, do consumidor nesta nova era consciente. Em seus três dias de realização, comprovou na prática, com belas peças de vestuário, além de acessórios e artesanato, que sim: é possível. Que esta seja a primeira de muitas edições do Paraty Eco Fashion, pois ainda há muito o que se fazer pela moda ecológica e sustentável, a Moda do FuturoI! Conforme anunciou com entusiasmo Carminha Santos, “está plantada a semente”. Que o evento floresça e contribua efetivamente para um novo olhar sobre o mundo da moda!
 O 1º Paraty Eco Fashion encerrou com o ritmo alegre do Jongo das crianças do Quilombo do Campinho onde todo mundo entrou na roda para se encher de boas vibrações para o futuro que virá depois de tantas reflexões neste final de semana.

um pouco mais de Paraty...

Durante os três dias de evento aconteceram desfiles de moda, exposições, workshops, conferências... E o Centro histórico de Paraty ficou cheio de estilistas, designers, artesãos, jornalistas, especialistas em sustentabilidade e estudantes de moda trocando conhecimento e experiências. 
Coquetel de abertura do 1º Paraty Eco Fashion - Pousada do Ouro - Da esquerda para a direita: Lena Santana (estilista), Ivanilde (liderança indígena da aldeia Paraty Mirim), Bernadete Passos e Carminha Santos (criadoras e organizadoras do evento) e Celina de Farias (do Instituto Zuzu Angel).
Além das equipes inscritas, o evento contou com alguns convidados especiais: Patrícia Moura (designer de biojóias), LenaSantana (estilista), Caio Von Vogt (criador do primeiro tecido 100% ecológico e orgânico do mundo), Roberto Meireles (Instituto Rio Moda), Nina Braga (Instituto-e); Luiza Marcier (estilista e consultora do Projeto Museu da Moda pela Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro) ; a professora Lilyan Berlim (faculdades Veiga de Almeida e La Salle) , Celina de Farias (vice- presidente do Instituto Zuzu Angel), Emilia Duncan (figurinista), entre outros.

Roberto Meireles do Instituto Rio Moda deu início ao evento na tarde de sexta-feira com uma palestra baseada no livro “Doze dragões em luta com as iniciativas sociais”, de Lex Bos. A palestra explanou sobre como tirar partido dos problemas, para que as boas iniciativas não sumam mais rápido do que aparecem. Onde os “dragões” do Dirigismo, Absolutismo, Pressa, Conformismo, etc devem se tornar inspirações para que o projeto se concretize, mantendo sempre o equilíbrio e a força de vontade.
 Durante o sábado a tarde ocorreram simultaneamente: Workshop de Moda Customizada, por Caio Von Vogt; Workshop de Moulage Criativa, por Lena Santana e exibição do filme Zuzu Angel, de Sérgio Rezende. Optei por escutar um pouco mais sobre a técnica da Moulage com a estilista Lena Santana.
Em seu workshop a estilista fez a defesa da roupa atemporal, feita com qualidade, que dura muitas estações, e vai contra a lógica do fast fashion que vem consumindo o mundo. Isso é sustentabilidade! Lena, além da bandeira da consciência ecológica, também mostrou a técnica de moulage, que consiste em construir a roupa no próprio manequim. Ao final do workshop, cada participante ganhou o livro "Um pedaço de tecido", escrito pela própria Lena Santana, em que ela propõe para o leitor maneiras práticas de criar e modelar as próprias peças de roupa.
 
 A exposição "Novo Olhar" também teve a ilustre presença de Patrícia Moura, com suas biojóais que já rodaram o mundo inteiro! Patrícia esteve nesta última semana em uma oficina em parceria com a Associação de Mulheres de Trindade.... e juntas criaram o grupo "Mulheres de Fibra"! Os produtos originados desta parceria estavam lindos...e mais lindo ainda foi ver estas mulheres realizadas com o trabalho que fizeram!!