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quarta-feira, dezembro 12

tecendo e retecendo histórias...


Experiência de trabalho com o grupo de artesãs Mulheres de Mafra. Resultado da aula de Criação de Produtos com o designer Alejandro Sarmiento da Pós em Direção de Criação turma IV, Orbitato Instituto/SC.

Trabalhar com o Grupo das Mulheres de Mafra surge como oportunidade de colocar em prática os conhecimentos e competências adquiridos na Pós-Graduação em Direção de Criação para Design e Moda do Instituto Orbitato, analisando a aliança entre Artesanato e Design durante o processo de intervenção do designer no produto artesanal.
A aproximação entre designers e artesãos é um fenômeno de extrema importância pelo impacto social e econômico que gera e por seu significado cultural. Trabalhar com a identidade local e com o cotidiano faz com que os artesãos tenham mais orgulho em relação às suas origens. Os produtos feitos à mão tem alma, transferem algo que vem de nós mesmos, em vez da uniformidade e da padronização dos objetos industriais, são únicos, têm a beleza da imperfeição. Eles nos contam de um lugar preciso, onde foram feitos por pessoas concretas, trazem um sentido de pertencimento.
Neste contexto, o papel do designer, do profissional que pensa criativamente o futuro, é ser uma ferramenta que resolva problemas e necessidades humanas, pensando maneiras inclusivas e inovadoras de estarmos neste mundo. Em sua parceria com o artesão, o designer deve pensar em como propiciar à sociedade a ao entorno novos valores, em como criar uma sociedade melhor e, a partir daí, no que podemos produzir para que essa sociedade seja diferente, os objetos produzidos serão simplesmente o meio, a forma que vai conduzir à compreensão de uma mudança.
 Acreditando neste poder transformador do Design, o objetivo principal do projeto com as Mulheres de Mafra é oportunizar novas perspectivas de vida às mulheres, para que elas mesmas teçam novos rumos para o futuro: trabalhando, aprendendo e sendo detentoras de seu próprio ganho.
Para fazer essa ponte entre as artesãs de Mafra e os estudantes da Pós contamos com a coordenação do designer Alejandro Sarmiento, dentro da matéria Desenvolvimento de Produto onde foram feitas diversas experimentações. Um convite a usar as mãos, ter contato com as técnicas manuais (tricô e crochê) utilizadas pelas mulheres.
Percebendo na malha uma matéria complicada para pensar em novos usos além do que o grupo já produzia, como pufes, tapetes e almofadas o foco foi pensar em novos pontos. Adaptar os pontos utilizados no crochê de linha, simplificá-los para a malha e criar novas texturas e novos padrões pensados sensivelmente para a realidade delas, que não tem as mãos máquinas e equipamentos sofisticados. Suas ferramentas são apenas agulhas e malha.
Não esperar pelo ideal, trabalhando com o que estava à disposição, refugos industriais e técnicas manuais torna-se um desafio. Sabendo que lixo é o único recurso em crescimento hoje no planeta, e que sua utilização necessita de tempo e atenção para utilizar aquele material da melhor forma, para que tenha um valor estético e comercial, inverte-se a lógica da produção, buscando antes o refugo, escolhendo a malha de acordo com suas cores, texturas e peso. Essas características do material acabam por sugerir o produto: utilizando os mesmos pontos em materiais com pesos diferentes, a textura formada é outra. Nas experimentações, também se percebe grande variação no trabalho realizado por cada artesã, mesmo usando a mesma malha e o mesmo ponto, as texturas criadas são diferentes, de acordo com a personalidade de cada um. O uso do refugo também trás irregularidades que devem ser incorporadas ao produto, ora a tira de malha é fina, ora é grossa, resultando em tamanhos de pontos diferentes, e produtos irregulares, nunca idênticos.

Após as experimentações com novos pontos e texturas percebeu-se a necessidade de planejamento do produto por parte das artesãs, que muitas vezes escolhiam as malhas ao acaso, deixando de analisar quantidade de material e combinações com outras malhas. As Mulheres de Mafra foram orientadas para esse planejamento prévio, assim como para combinação de cores, padronagens e texturas. Identificou-se uma necessidade de aliar o uso da malha com outros materiais para trazer sofisticação ao produto, a partir dessa análise foram feitas algumas experimentações com as novas texturas, onde se utilizou alças de madeira para desenvolvimento de bolsas.
Todas essas intervenções buscaram novas possibilidades de realização deste fazer manual, buscaram soluções desafiando a lógica da produção para ai então criar produtos mais originais. E é esta a missão do designer, para modificar os atuais modelos de desenvolvimento econômico, deverá atuar propondo mudanças e intervenções tanto no consumo quanto na produção.


segunda-feira, maio 14

Projeto Mãos que tecem histórias...



O Assentamento Reunidas da Reforma Agrária localiza-se no município de Promissão e é considerado o maior assentamento de terras do estado de São Paulo, com 585 famílias. O assentamento que há 25 anos se instalou na cidade, é hoje considerado um "modelo" no Brasil. Somados os assentamentos Reunidas e Dandara, são quase 800 famílias assentadas em Promissão, que respondem por um volume muito expressivo da produção agrícola do município.
Com tamanha representatividade do assentamento de terras na região, o município conta com alguns setores públicos que colaboram com as necessidades desses agricultores rurais: INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), ITESP (Instituto de Terras do Estado de São Paulo) e SENAR (Serviço Nacional de Apredinzagem Rural) prestam diversos serviços, entre eles vários projetos de capacitação para as artesãs residentes no assentamento.
São capacitações de artesanato com bambu, fibra de coco, palha de milho, bucha vegetal, pintura de tecido, etc. Estas capacitações são de enorme importância para o empoderamento destas mulheres, além de uma oportunidade para aumentar a renda da família através da comercialização dos produtos confeccionados.
Finalizada a capacitação, os artesãos não conseguem comercializar os produtos por falta de incentivo para promoção de venda deste aprendizado. Ou seja, este investimento nem sempre representa melhorias, pois os trabalhadores rurais não tem acesso ao consumidor, desconhecem meios de comercialização e não dispõe de formas de divulgação de seus trabalhos. 
Desta forma, os objetivos do projeto “Mãos que tecem histórias...”  são:
Ø  Defender e desenvolver ações que proporcionem a conservação, a preservação e a recuperação de trabalhos artesanais, visando o resgate e o reconhecimento da identidade cultural da região;
Ø  Apresentar possibilidades de negócios existentes no segmento, direcionando seus membros para o reconhecimento da capacidade de rentabilidade no setor;
Ø  Fortalecer os processos de gestão, promoção e comercialização dos grupos artesanais;
Ø  Aumentar as vendas e abrir espaço para novos mercados, ampliando o número de produtos artesanais e o número de artesãos envolvidos, com produtos dentro dos padrões de qualidade exigidos pelo mercado.
            O projeto consiste em oficinas que visem diagnosticar e avaliar as potencialidades da região, artesãos e técnicas de artesanato. Após o diagnóstico começa o planejamento, onde designer e artesãos passam a definir o tipo de trabalho a ser desenvolvido. A partir deste planejamento serão realizadas as capacitações, com melhoria das condições técnicas do produto, e processo de produção e vendas. 

Metodologia:
Mapeamento das potencialidades locais em Técnicas de artesanato: A intenção é mapear todas as potencialidades que temos na região. As artesãos que se destacam na costura, no bordado, no crochê,  na pintura, etc...
Mapeamento das potencialidades da matéria-prima local: Aproveitar os materiais encontrados na região (sementes, folhas, fibras, etc) com o acompanhamento de um Engenheiro Agrônomo visando o manejo sustentável deste material.
Mapeamento dos refugos indústriais de Promissão e região: Aliar o uso da matéria-prima do assentamento com resíduos da indústria (como o bagaço da Cana-de-açucar da empresa RENUKA, além de retalhos de tecido e couro de confecções da região).
Reconhecendo e valorizando a identidade local: O produto do artesão deve ser visto como materialização de seu complexo patrimônio cultural. A gestação dos objetos com clara identidade dos lugares em que são feitos passa não apenas pela manutenção e desenvolvimento das técnicas e materiais locais, mas também por sua linguagem – domínio que o designer tem muito a oferecer. Essa demanda surge principalmente nos lugares em que a prática artesanal é mais recente ou em que o artesanato se encontra mais descaracterizado.
Planejamento: A partir da definição do tipo de trabalho a ser desenvolvido é que se pode planejar a compra de material a ser utilizado, a equipe, o espaço, a duração e o instrumental necessário para as oficinas.
Capacitações paralelas: Durante o processo de criação dos produtos os artesãos também terão capacitações em áreas comerciais, administrativas e jurídicas.
Lançamento, divulgação, comercialização: O projeto visa o lançamento dos produtos em uma grande feira de artesanato a nível nacional [como a Fenearte(PE) e Feira Nacional de Artesanato (MG)], com lançamento simultâneo do catálogo e do site do projeto. A proposta é informar o consumidor sobre a história por trás daquele produto, de onde ele veio, quem o fez, qual a tradição embutida naquela peça, etc. O projeto tem previsão para participar de ao menos cinco feiras por ano para a correta divulgação dos produtos.
Acompanhamento: Para um projeto de design+artesanato começar a ‘andar’ sozinho, ou seja, para que os artesãos envolvidos se profissionalizem e passem a produzir, vender e distribuir com sustentabilidade, são necessários, em geral, três anos. A previsão para um ano de projeto tem o planejamento de oficinas quinzenais de 16 horas, totalizando 24 oficinas em um ano. As oficinas serão realizadas aos sábados e domingos com duração de 8 horas cada. O projeto tem previsão mínima de 3 anos para correto acompanhamento e direcionamento dos artesãos envolvidos. No segundo e terceiro ano as oficinas podem ser realizadas somente uma vez por mês.


         O projeto é inovador na medida que aproveita um investimento público (estadual pelo  ITESP e federal pelo INCRA e SENAR) que já é realizado, para potencializar suas ações. Além de promover uma alternativa para geração de renda para o grupo de agricultores e artesãos, o projeto também gera um impacto social de valor incalculável, trabalhando as identidades culturais locais fazendo com que os artesãos tenham mais orgulho em relação às suas origens e ao seu cotidiano, aumentando seu sentido de pertencimento. Além do mais, a produção artesanal está sintonizada com a noção contemporânea de sustentabilidade, que compreende os conceitos de ambientalmente responsável, economicamente inclusivo e socialmente justo.


Este projeto será utilizado como trabalho de conclusão de curso em Pós Graduação em Direção de Criação para Moda e Design no Instituto ORBITATO (Pomerode/SC).


Gostou do Projeto? Curta na página do Movimento Hot Spot

Quer  colaborar com esta idéia? Participe de sua cocriação no Festival de Idéias

Quer colaborar financeiramente para a realização deste projeto?
fale comigo: juliana_foz@yahoo.com.br

terça-feira, março 6

//Entrevista// Patrícia Moura, do Coletivo Brasil - Moda Sustentável

Abaixo uma entrevista da super Patrícia Moura sobre o Coletivo Brasil para o blog "Semente que voa":

Como e quando surgiu a ideia?

Integrei um grupo selecionado pelo Mercado Mundo Mix (SP) para uma exposição que seria uma das atrações do Festival de Inverno de Bonito (MS). Conhecendo tantas marcas bacanas, entendi que precisava fazer alguma coisa, a nível nacional, para agregar e promover artistas e marcas que têm como base a sustentabilidade. Lá mesmo lancei a ideia do COLETIVO BRASIL – MODA SUSTENTÁVEL. De Bonito, segui direto para o segundo evento, o Paraty Eco Fashion (RJ). Ouvindo palestra de grande nomes da moda sustentável nacional, me questionei , que ambiente mais fértil poderia haver para concretizar a ideia que nasceu em Bonito? Conversei com mais algumas pessoas e lá conquistamos novas adesões. De volta a Recife, apresentei a ideia para as marcas pernambucanas. Assim o grupo cresceu um pouco mais. No final de novembro de 2011, lançamos nacionalmente o Coletivo Brasil na quarta edição do Moda Recife, que teve a sustentabilidade como foco da edição de 2011.

Qual a proposta do coletivo?

A proposta é bem simples, reunir marcas que têm como base a sustentabilidade, para juntas fortalecer este novo formato de fazer moda, além da promoção de ações como capacitar e agregar grupos sociais, como é o caso do Mulheres de Fibra de Trindade (Paraty/ RJ) e do Grupo Bio Artes (Porto de Galinhas/PE), dos quais sou “madrinha” dentro do Coletivo Brasil. A sustentabilidade é um tema muito novo, e a ideia é popularizar, familiarizar a sociedade e, desta forma, contribuir para transformar o comportamento através do conhecimento.

Porque concorrentes do mesmo setor se uniriam?

Não diria que somos concorrentes, trabalhamos todos num mesmo setor que precisa ser mostrado à sociedade. Inserida numa marca, há também uma mudança de comportamento, de atitudes que entendo como uma (r)evolução nas relações de consumo. Diz respeito a quem faz, a quem usa, de onde vem, para onde vai. Juntos, somos muito mais fortes para promover e estimular a revisão de valores antigos e que não aplicam mais em tempos atuais.

Que ações o coletivo vai promover?

Neste momento estamos trabalhando na “I Mostra Nacional do Coletivo Brasil”, que acontecerá no mês de maio, em São Paulo. Além da Mostra, estamos também trabalhando em parceria com institutos e portais de moda, na realização de um concurso nacional para promover e estimular a produção de moda sustentável. Teremos duas capacitações voluntárias em comunidades carentes e um novo desfile envolvendo todas as marcas integrantes. Paralelo ao trabalho em grupo, há também o trabalho social que as marca desenvolvem em suas regiões.

O que é preciso fazer para participar?

As marcas interessadas poderão enviar e-mail apresentando seu trabalho através de texto explicativo e imagens dos produtos, que serão avaliados por uma comissão responsável pelo ingresso de novas marcas ao grupo.

Ficou curioso e quer saber quais são as marcas que abraçaram a ideia? Segue a lista dos participantes para você considerar na próxima vez em que tiver que adquirir uma roupa ou acessório.
Coletivo Brasil - Moda Sustentável

sábado, fevereiro 25

O Brazil ta matando o Brasil


QUERELAS DO BRASIL
Composição: Aldir Blanc e Maurício Tapajós

O Brasil não conhece o Brazil

O Brazil nunca foi o Brasil 



Tapir, jabuti, liana, alamanda, alialaúde

Piau, ururau, aquiataúde

Piá, carioca, moreca, meganha

Jobim akarore e jobim açu

Oh, oh, oh 



Pererê, camará, gororó, olererê

Piriri, ratatá, karatê, olará 



O Brazil não merece o Brasil

O Brazil ta matando o Brasil 



Gereba, saci, caandra

Descunhas, ariranha, aranha

Sertões, guimarães, bachianas, águas

E marionaíma, ariraribóia,

Na aura das mãos do jobim açu

Oh, oh, oh 



Gererê, sarará, cururu, olerê

Blá blá blá, bafafá, sururu, olará 



Do Brasil, SoS ao Brasil



Tinhorão, urutu, sucuri

O Jobim, sabiá, bem-te-vi

Cabuçu, Cordovil, Cachambi

Madureira, Olaria e Bangu

Cascadura, Água Santa, Acarí, Olerê

Ipanema e Nova Iguaçu, Olará 



Do Brasil SoS ao Brasil

Do Brasil SoS ao Brasil 




SUGESTÃO: Renato Imbrosi!!! [pq quando eu virar gente grande quero ser igual esse cara ai...]

quarta-feira, setembro 21

com a palavra, a presidenta

Em discurso histórico, a presidenta Dilma abriu a 66ª Assembléia Geral das Nações Unidas.
Dilma foi corajosa ao falar da crise econômica, ponderada ao defender o Estado Palestino e firme ao reafirmar a necessidade de reformar a ONU e as instâncias decisórias mundiais.
Dilma foi a primeira mulher a abrir a Assembléia Geral da ONU. Mas o discurso dela foi histórico por muitos outros motivos. 

Abaixo, uma seleção de alguns trechos importantes do discurso:
  
CONDIÇÃO FEMININA – IGUALDADE E ORGULHO
“Pela primeira vez, na história das Nações Unidas, uma voz feminina inaugura o Debate Geral. É a voz da democracia e da igualdade se ampliando nesta tribuna que tem o compromisso de ser a mais representativa do mundo. É com humildade pessoal, mas com justificado orgulho de mulher, que vivo este momento histórico.”

LÍNGUA PORTUGUESA – ESPERANÇA E CORAGEM
“Na língua portuguesa, palavras como vida, alma e esperança pertencem ao gênero feminino. E são também femininas duas outras palavras muito especiais para mim: coragem e sinceridade. Pois é com coragem e sinceridade que quero lhes falar no dia de hoje.”

PUXÃO DE ORELHA NOS “DESENVOLVIDOS” 
“Agora, menos importante é saber quais foram os causadores da situação que enfrentamos, até porque isto já está suficientemente claro. Importa, sim, encontrarmos soluções coletivas, rápidas e verdadeiras. Essa crise é séria demais para que seja administrada apenas por uns poucos países. Seus governos e bancos centrais continuam com a responsabilidade maior na condução do processo, mas como todos os países sofrem as conseqüências da crise, todos têm o direito de participar das soluções. Não é por falta de recursos financeiros que os líderes dos países desenvolvidos ainda não encontraram uma solução para a crise. É, permitam-me dizer, por falta de recursos políticos e algumas vezes, de clareza de ideias.”

OTIMISMO MODERADO 
“É significativo que seja a presidenta de um país emergente, um país que vive praticamente um ambiente de pleno emprego, que venha falar, aqui, hoje, com cores tão vívidas, dessa tragédia que assola, em especial, os países desenvolvidos. Como outros países emergentes, o Brasil tem sido, até agora, menos afetado pela crise mundial. Mas sabemos que nossa capacidade de resistência não é ilimitada. Queremos – e podemos – ajudar, enquanto há tempo, os países onde a crise já é aguda.”

RECADO AOS EUA E OTAN - CONTRA INTERVENÇÕES MILITARES 
“É preciso que as nações aqui reunidas encontrem uma forma legítima e eficaz de ajudar as sociedades que clamam por reforma, sem retirar de seus cidadãos a condução do processo. Repudiamos com veemência as repressões brutais que vitimam populações civis. Estamos convencidos de que, para a comunidade internacional, o recurso à força deve ser sempre a última alternativa. A busca da paz e da segurança no mundo não pode limitar-se a intervenções em situações extremas (…)  O mundo sofre, hoje, as dolorosas consequências de intervenções que agravaram os conflitos, possibilitando a infiltração do terrorismo onde ele não existia, inaugurando novos ciclos de violência, multiplicando os números de vítimas civis.”

DIREITOS HUMANOS , SIM – PARA TODOS 
“Queremos para os outros países o que queremos para nós mesmos. O autoritarismo, a xenofobia, a miséria, a pena capital, a discriminação, todos são algozes dos direitos humanos. Há violações em todos os países, sem exceção. Reconheçamos esta realidade e aceitemos, todos, as críticas. Devemos nos beneficiar delas e criticar, sem meias-palavras, os casos flagrantes de violação, onde quer que ocorram.”

ESTADO PALESTINO – DEFESA FIRME, SEM MEIAS PALAVRAS 
“Lamento ainda não poder saudar, desta tribuna, o ingresso pleno da Palestina na Organização das Nações Unidas. O Brasil já reconhece o Estado palestino como tal, nas fronteiras de 1967, de forma consistente com as resoluções das Nações Unidas. Assim como a maioria dos países nesta Assembléia, acreditamos que é chegado o momento de termos a Palestina aqui representada a pleno título. O reconhecimento ao direito legítimo do povo palestino à soberania e à autodeterminação amplia as possibilidades de uma paz duradoura no Oriente Médio. Apenas uma Palestina livre e soberana poderá atender aos legítimos anseios de Israel por paz com seus vizinhos, segurança em suas fronteiras e estabilidade política em seu entorno regional.”

Quer saber? Achei um discurso sincero, direto e muito bem estruturado! Apoiado Dilma...

domingo, janeiro 27

Onde brilhem os olhos teus



Vou falar um pouco sobre um Cd lançado no finzinhoo de 2007...e que ultimamente não paro de escutar! Fato inédito...pq geralmente curto uma música ou outra...




Mas Onde brilhem os olhos teus, primeiro trabalho solo de Fernanda Takai (Pato Fú) é perfeito....todas músicas, sem exceção! A cantora faz uma verdadeira revolução tecnológica nas canções que ficaram imortalizadas na voz de Nara Leão. Os estilos musicais e o tempo são diferentes e você deve estar pensando.. o que a vocalista do Pato Fu tem em comum com Nara Leão? Muitas coisas... Assim como Nara, Fernanda é moderna, criativa, delicada, tem uma voz tranquila e macia, bom gosto e o melhor de tudo, competência e originalidade musical.



O CD “Onde Brilhem os Olhos Seus”, que foi premiado como melhor album de 2007 pela APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte), contou com a participação especial de Roberto Menescal e foi criado por sugestão de Nelson Motta, que já havia notado semelhanças nas vozes das duas cantoras, desde quando ouviu Fernanda Takai cantar pela primeira vez.

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Conheci estas regravações feitas por Fernanda Takai a partir do desfile de Ronaldo Fraga em julho do ano passado na SPFW! A vocalista da banda mineira Pato Fu se apresentou no meio do desfile inspirado na obra de Nara Leão. [*Para quem não sabe, Nara Leão fora uma mulher da sociedade que fez moda por onde passou. A cantora aprendeu a viver nos grandes bailes, a se vestir com os melhores estilistas e virou ícone de uma época.]


Ronaldo Fraga encheu os olhos dos convidados em seu desfile, com cenário repleto de barquinhos de papel, calçadão de praia na passarela e projeções de imagens na boca de cena, a coleção foi um delicioso passeio pelo universo de Nara, com vestidos de formas arredondadas estampados com imagens da cantora e de seu universo, em um trabalho belíssimo de estamparia. Os sapatos foram atração a parte, cujas formas lembravam Fuscas (referencia ao famoso fusca de Nara), adicionando a dose tão gostosa de humor presente em toda coleção de Fraga.

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Mais um pouco sobre Fraga:
"O estilista mineiro Ronaldo Fraga é o primeiro representante da moda brasileira a receber a medalha da Ordem do Mérito Cultural.
Concedida anualmente pelo Ministério da Cultura, a honraria, na edição de 2007, contempla personalidades famosas de outras áreas, como o arquiteto Oscar Niemeyer, o músico Tom Jobim, o cineasta Glauber Rocha e o artista plástico Hélio Oiticica (a medalha é dada também para pessoas que já morreram).
Conhecido por usar temas nacionais para suas coleções e desfiles sempre carregados de emoção e poesia (Zuzu Angel, Nara Leão, Guimarães Rosa e Carlos Drummond de Andrade já serviram de inspiração para as criações), Ronaldo Fraga faz parte da "nova safra" dos contribuidores para o enriquecimento da cultura nacional que foram premiados, como a atriz Tonia Carrero, o músico Jorge Benjor e a crítica de teatro Barbara Heliodora.A medalha da Ordem do Mérito Cultural foi entregue a Ronaldo Fraga nesta quarta (7), em Belo Horizonte, pelo ministro da Cultura, Gilberto Gil." Fonte: http://www.cultura.gov.br/noticias/na_midia/index.php?p=31109&more=1&c=1&pb=1


Eh Pagu eh! Dói porque é bom de fazer doer.


Pagu! Conhecida na maioria das vezes apenas por amante e, posteriormente mulher de Oswald de Andrade....


Jornalista, escritora, militante comunista, teatróloga, desenhista, Patrícia Rehder Galvão, a Pagu, foi uma das grandes vozes da vanguarda de seu tempo. Nascida na cidade paulista de São João da Boa Vista, onde se formou professora, ela não tinha nada das meninas do interior.

Usava cabelos compridos na época que Channel ditava o cabelo na altura das orelhas! Pintava os lábios de roxo, usava decotes e roupas transparentes e fumava em público.






Aos 18 anos, rompeu com a família e foi praticamente adotada pelo casal Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral. Um ano depois, fez parte do movimento da Antropofagia. Em 1930, casou-se com Oswald, com quem teve seu primeiro filho, Rudá. Integrante do Partido Comunista, foi presa e torturada por participar de manifestações políticas (É Pagu quem leva Oswald a assumir posições de esquerda e se filiar ao PCB, atitudes que se refletiram em sua obra futura).


Em 1933, publicou, com o pseudônimo Mara Lobo, o livro Parque Industrial, documento sobre a vida da classe trabalhadora paulista no início do século. Em 1950, foi candidata a deputada pelo Partido Socialista Brasileiro. Lançou também a Famosa Revista, em que criticava a esquerda nacional, o jornal A Vanguarda, e criou o primeiro Suplemento Literário do Diário de São Paulo.

Rita Lee - Pagu

Mexo, remexo na inquisição
Só quem já morreu na fogueira sabe o que é ser carvão
Eu sou pau pra toda obra, Deus dá asas à minha cobra
Minha força não é bruta, não sou freira nem sou puta

Porque nem toda feiticeira é corcunda, nem toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone, sou mais macho que muito homem
Nem toda feiticeira é corcunda, nem toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone, sou mais macho que muito homem

Sou rainha do meu tanque, sou Pagu indignada no palanque
Fama de porra-louca, tudo bem, minha mãe é Maria ninguém
Não sou atriz, modelo, dançarina
Meu buraco é mais em cima

Porque nem toda feiticeira é corcunda, nem toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone, sou mais macho que muito homem
Nem toda feiticeira é corcunda, nem toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone, sou mais macho que muito homem



->http://www.pagu.com.br/
Pra quem quer saber mais sobre essa grande mulher!